Suspeitas usavam dados falsos para emitir cartões gratuitos; fraude era feita no Terminal Penha, na zona leste da capital

Lívia Gennari Publicado em 01/08/2025, às 09h57
Três mulheres foram presas na última quinta-feira (31), em São Paulo, suspeitas de fraudar o sistema do Bilhete Único da SPTrans. A operação foi conduzida por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia da DCCiber, especializada em crimes cibernéticos e fraudes contra instituições financeiras.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criava perfis falsos no sistema da SPTrans utilizando dados de pessoas idosas, que têm direito à gratuidade no transporte público. As informações utilizadas incluíam nomes, documentos e até imagens forjadas, permitindo a emissão indevida de cartões de transporte gratuitos. Os bilhetes eram emitidos no Terminal Penha, na zona leste da capital.
A investigação aponta que as suspeitas atuavam de forma estratégica, manipulando o sistema eletrônico da SPTrans para incluir cadastros falsos sem serem detectadas. Durante a operação, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão e recolheu materiais que devem ajudar a calcular o prejuízo causado aos cofres públicos.
Em nota, a SPTrans afirmou que “agradece o trabalho da Polícia Civil e continuará atuando para coibir qualquer tipo de fraude envolvendo o Bilhete Único”. A empresa também destacou que colabora com as autoridades, fortalecendo os mecanismos de segurança para dificultar ações fraudulentas.
As mulheres presas devem responder por estelionato e falsidade ideológica, entre outros crimes. Elas permanecem à disposição da Justiça.
O caso continua sob investigação. A Polícia Civil busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Os agentes acreditam que a prática criminosa pode ter sido mantida por vários meses, causando um prejuízo significativo ao sistema de transporte público.
A corporação também apura se houve participação de funcionários ou intermediários no processo de emissão dos cartões e tenta mapear a rede de beneficiários que teria utilizado os bilhetes emitidos irregularmente.
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