Suspeito teria torturado namorada após crise de ciúmes

Gabriela Nogueira Publicado em 16/09/2025, às 19h53
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) apresentou, nesta segunda-feira (15), uma denúncia contra Geisson Gil Leiras, que se encontra preso sob a acusação de sequestrar e torturar sua namorada por um período de quatro dias em São José do Rio Preto, interior paulista. Durante esse tempo, a vítima foi agredida, teve o cabelo cortado e sofreu tentativas de estupro.
Segundo o promotor de Justiça João Santa Terra, Leiras é acusado de lesão corporal, tortura, cárcere privado qualificado, tentativas de estupro, além da prática de fotografar e divulgar imagens da vítima em situações íntimas sem seu consentimento.
O suspeito está sob custódia desde 27 de agosto, após a mulher ter sido resgatada por seu pai e solicitado medidas protetivas urgentes. Na ocasião, a polícia representou pela prisão preventiva do agressor. Com a apresentação da denúncia pelo promotor, inicia-se agora o processo criminal, no qual Leiras terá a oportunidade de se defender das acusações.
Conforme registrado no boletim de ocorrência, as agressões tiveram início em 15 de agosto devido a uma crise de ciúmes do acusado. Leiras havia alugado uma casa na cidade e estava com a namorada quando os episódios violentos começaram.
A vítima relatou à polícia que no primeiro dia tudo transcorreu normalmente, mas no dia seguinte começou a ser agredida. Para impedir que ela deixasse o local, Geisson cometeu diversas violências físicas, resultando em fraturas e lesões graves.
Ela foi deixada sozinha no dia 18 de agosto sem meios de comunicação. O agressor retornou apenas cinco dias depois e entrou em contato com o pai da mulher para relatar seu estado de saúde, insinuando que ela o havia traído.
Com os novos incidentes de violência, a mulher solicitou novamente medidas protetivas urgentes. A prisão preventiva do agressor foi autorizada e ele foi capturado durante uma operação do 9º Batalhão de Ações Especiais (9º BAEP) da Polícia Militar.
A Polícia Civil também cumpriu mandado de busca na residência do suspeito, onde foram encontrados objetos com manchas que podem ser sangue e um cabo metálico danificado possivelmente utilizado nas agressões. Além disso, um celular foi apreendido durante a operação.
A gravidade dos ferimentos levou à transferência da vítima para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde passou por cirurgia e já recebeu alta médica.
A investigação continua para esclarecer todos os aspectos do crime e avaliar possíveis envolvimentos de terceiros, bem como o histórico de violência praticado por Leiras, que permanece encarcerado aguardando julgamento.
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