Caso ocorreu na cidade de São Miguel do Oeste, no extremo oeste de Santa Catarina, na última segunda-feira (2)

William Oliveira Publicado em 04/12/2024, às 08h48
Uma ocorrência trágica marcou a cidade de São Miguel do Oeste, no extremo oeste de Santa Catarina, na última segunda-feira (2). Margarete Almeida de Lara de Oliveira, de 54 anos, faleceu dentro do Presídio Regional local após sofrer uma parada cardiorrespiratória. A mulher havia sido detida horas antes, sob acusação de ter assassinado seu marido, Edgar Carlos da Rosa, de 51 anos.
O homicídio foi registrado em Riqueza, também situada no oeste catarinense. De acordo com informações da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), os agentes foram acionados por volta das 7h para investigar um possível homicídio na rua João Bernardes, no bairro Cohab.
As investigações preliminares indicam que, após desferir golpes de faca contra o marido, Margarete teria se dirigido à residência de um vizinho para confessar o crime. Ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram Edgar Carlos da Rosa já sem vida, ao lado da cama. A arma utilizada no crime foi localizada na cena.
Margarete foi capturada em flagrante no município vizinho de Mondaí e levada à Delegacia de Polícia Civil, antes de ser transferida para o presídio em São Miguel do Oeste, onde aguardaria audiência de custódia.
Entretanto, às 15h50min daquele dia, o Corpo de Bombeiros Militar foi chamado para atender a uma emergência na unidade prisional. Margarete estava em parada cardiorrespiratória e foi inicialmente atendida por um policial penal, que realizou massagem cardíaca. Apesar dos esforços dos bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela não apresentou sinais vitais e teve seu óbito confirmado por um médico socorrista.
As autoridades investigativas destacaram que o casal mantinha uma relação turbulenta. Segundo o delegado Thiago Gomez, responsável pela comarca de Riqueza, as informações coletadas indicam que Margarete sofreu um provável infarto. Com a morte da suspeita e na ausência de outros envolvidos, as investigações devem ser encerradas.
"Tendo em vista que não há a informação de outros envolvidos, o caso terá encerramento das investigações. Mas tendo em vista que todo o procedimento já foi encaminhado ao Poder Judiciário, ficaremos à disposição para encaminhar a finalização dos laudos e eventual requisição que a autoridade judicial ou o Ministério Público ainda entender pertinente", afirmou o delegado Gomez.
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