A jovem, de 21 anos, fez uma longa viagem pensando que viveria dias românticos

Juliane Moreti Publicado em 28/03/2023, às 15h04
Laila Vitória Rocha, de 21 anos, viajou 3,5 mil quilômetros de Parauapebas (PA) até Porto Alegre (RS) para encontrar pessoalmente André Vilela, homem com quem a jovem mantinha um relacionamento à distância. Entretanto, ela morreu queimada supostamente pelo namorado.
Laila saiu do estado onde morava no fim de janeiro para poder passar algumas semanas com o companheiro. Mas, infelizmente, seu corpo foi encontrado carbonizado perto da laleira dentro da residência de André Vilela.
A principal suspeita da Polícia é de que o namorado tenha assassinado Laila. A investigação começou depois que vizinhos ouviram gritos e disparos de arma de fogo neste domingo (25). Quando a corporação chegou na casa indicada, encontrou os restos do corpo da mulher, que tinha sinais de uma luta corporal.
Possivelmente, ele utilizou a agressão para segurar Laila, por isso, existiam marcas no corpo. Depois, cometeu os disparos com a arma, tirando a vida da jovem. Não satisfeito, ainda jogou o corpo da namorada na lareira da residência.
Laila estava com passagens compradas para voltar para a sua casa, mas, infelizmente, não pôde retornar ao lar. Segundo testemunhas, conforme informações do portal UOL, ela havia relatado para os amigos que tinha sofrido agressões por André (ameaças, palavras ofensivas).
''Ele já havia verbalizado que ia matá-la, que não aguentava mais, que não estava satisfeito com o comportamento dela. Enfim, é uma situação clássica de feminicídio, em que o homem agressivo acaba discordando de algum tipo de comportamento da mulher e a mata'', explicou a delegada Cristiane Ramos.
Ainda na investigação, a polícia puxou o histórico de André e obteve informações importantes: ele era monitorado por tornozeleira eletrônica após responder por três casos de homicídios. Mas, quando realizou possivelmente a morte da namorada, tirou o equipamento e fugiu, sendo considerado foragido.
Além disso, a corporação soube que ele era conhecido nas redes sociais, com o nome de ''Victor Samedi''. No ambiente digital, oferecia ''seitas'' e ''consultas'', cobrando um determinado valor, depois de ter criado a própria religião.
A defesa do suspeito alegou que a história será ''esclarecida'' e que não aconteceu ''da forma que vem sendo estampada''. Ainda reforçou que entrou em contato com as autoridades para ''mediar a apresentação espontânea do cliente''.
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