O tempo seco provocado por uma estiagem que chega a 36 dias na região Centro-Oeste Paulista e os fortes ventos contribuíram para mais um caso de incêndio,

Redação Publicado em 27/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 09h35
O tempo seco provocado por uma estiagem que chega a 36 dias na região Centro-Oeste Paulista e os fortes ventos contribuíram para mais um caso de incêndio, desta vez em uma área de preservação ambiental, em Echaporã (SP).
O fogo teve início na noite de segunda-feira (25) e só foi controlado no final da tarde desta terça-feira (26). O Corpo de Bombeiros iniciou o combate na noite de segunda, trabalhou durante a madrugada, mas novos focos foram surgindo. Cinco caminhões do Corpo de Bombeiros de Marília (SP) foram usado no combate ao fogo.
No total, foram quase 24 horas de trabalho de combate às chamas, que destruíram uma área com cerca de um quilômetro de extensão.
Um agricultor da região se assustou com a situação e foi sozinho à região de mata com algumas ferramentas para tentar ajudar no combate.

O agricultor José Carlos Crepaldi tentou combater as chamas: “A gente faz o que pode, mas é difícil” (Foto: Reprodução / TV TEM)
“Do jeito que essa mata está seca, o fogo se espalha muito rapidamente. Além dos bombeiros, o pessoal da concessionária [da rodovia] também ajudou, mas o acesso até o meio do mato é complicado. A gente faz o que pode, mas é difícil”, disse o agricultor José Carlos Crepaldi.
A reserva ambiental atingida fica a cerca de dois quilômetros da Rodovia Rachid Rayes (SP-333), que liga Marília a Assis. Uma estrada rural também passa nas proximidades da região atingida pelo incêndio, mas nos dois casos a fumaça não chegou a provocar a interdição destas vias.
Em Bauru, bombeiros tiveram trabalho para conter um incêndio no fim da tarde desta terça-feira numa área de cerrado localizada no Vale do Igapó, um condomínio de chácaras de veraneio e também de algumas moradias. A suspeita é que um morador tenha colocado fogo e as chamas se alastraram.
A Polícia Ambiental de Bauru informou que vai analisar todos os lotes para saber onde o incêndio começou. A suspeita é de que o fogo tenha sido ateado intencionalmente como forma de “limpar” o terreno para ser usado ilegalmente para construção de imóveis em área de cerrado.
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