Cada um dos envolvidos deu uma versão diferente do caso

Mateus Omena Publicado em 11/10/2022, às 17h15
Um homem foi indiciado por desferir socos em uma vizinha do prédio onde mora por causa de uma invasão na conexão de TV. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira (7), em Setor Norte Ferroviário, em Goiânia.
O atendente de telemarketing Gustavo Henrique Costa Silva, 26, acusou a estudante Thasylla Colmanette, 19, de usar a conexão à TV dele, por meio de bluetooth, para reproduzir vídeos contra a vontade dele. Em razão da suposta “invasão” de rede, os dois se desentenderam no corredor do edifício e trocaram socos.
De acordo com a Polícia Civil, o homem vai responder por lesão corporal, injúria, injúria real e ameaça, mas nega intenção de agressão e diz que apenas se defendeu.
Em entrevista ao portal UOL, Thasylla contou que os dois compartilham a mesma conexão de internet. No dia da briga, ela estava estudando no apartamento quando Gustavo foi até o imóvel e reclamou de ela estar controlando a TV.
"Assim que eu atendi, o Gustavo já começou a me xingar e cuspiu no meu rosto. Ele me puxou para fora do apartamento, tentou me arrastar para a casa dele, e eu me segurei na parede. Falei que ia voltar para minha casa, nisso ele puxou meu cabelo e me deu um soco. Eu gritei para os meus vizinhos pedindo socorro, daí ele me deu mais dois socos", relatou.
De acordo com a estudante, os vizinhos ouviram os gritos dela e tentaram protegê-la dos ataques de Gustavo. Durante a confusão, uma das testemunhas gravou um vídeo, que mostra um vizinho entrando em luta corporal com Gustavo.
Após os esforços dos vizinhos para apartar os dois, a confusão foi encerrada e Thassyla e Gustavo retornaram a seus apartamentos. "Passaram alguns minutos e ele voltou. Acredito que ele pensou que eu estaria sozinha. Ele chegou a entrar, me ameaçou de morte e me deu um soco na boca, que cortou e começou a sangrar", contou a jovem.
A Polícia Militar foi acionada pelos moradores logo depois, no entanto, Gustavo teria fugido do local antes da chegada dos agentes. Já Thassyla procurou a Polícia Civil e registrou as agressões e ameaças.
Na última segunda-feira (10), a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva de Gustavo e, alternativamente, uma medida protetiva à estudante.
O advogado de Gustavo, Diogo Procópio, declarou que seu cliente não teve a intenção de agredir a estudante e que ele está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos.
"Gustavo em hora alguma teve a intenção de agredir fisicamente ou de qualquer outra forma a sua vizinha, prezando sempre por se defender dos ataques perpetrados por ela e outras pessoas que a acompanhavam, notoriamente observados nos vídeos vinculados pelas mídias jornalísticas goianas e pela suposta vítima em suas redes sociais”, disse em nota.
E acrescentou: “Diante dos fatos, ele se colocou à disposição das autoridades diversas, não se abstendo do distrito da culpa, a fim de prestar maiores esclarecimentos sobre o ocorrido, informando, através de seu advogado, que lamenta muito pelas proporções negativas tomadas, dado o desfecho da desinteligência. Até o momento, a defesa não foi intimada para se integrar ao processo criminal".
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