Laudos periciais confirmam violência física e sexual; Governo do Rio repudia o crime e afirma que diligências seguem para localizar os demais envolvidos

Lívia Gennari Publicado em 03/03/2026, às 11h51
Um dos quatro suspeitos que estavam foragidos após a denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, apresentou-se à polícia na manhã desta terça-feira (3). Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, chegou acompanhado por seus advogados à 12ª DP, onde o caso está sendo conduzido.
A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, que aponta não apenas o estupro, agravado pelo fato de a vítima ser menor, mas também o crime de cárcere privado. Os promotores destacam, com base no relatório da Polícia Civil, a “violência extrema e a brutalidade dos atos praticados contra a jovem, submetida a situação evidente de vulnerabilidade”.
Além de Mattheus, outros três maiores de idade seguem procurados: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho e Vitor Hugo Oliveira Simonin, todos entre 18 e 19 anos. Um quinto envolvido, menor, também é investigado, embora não haja mandado de apreensão expedido contra ele.
A Justiça já havia negado pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa dos foragidos.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a confirmação de que Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa.
Entenda o caso
De acordo com o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a adolescente foi convidada por um ex-namorado para ir ao apartamento de um amigo na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. O adolescente pediu que ela levasse uma amiga, mas, diante da impossibilidade, a jovem foi sozinha.
Ela relatou que, ainda no elevador, o rapaz mencionou que outros amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado pela jovem. Já no apartamento, ela foi conduzida a um quarto. Enquanto mantinha relação sexual consentida com o ex-namorado, quatro jovens entraram no cômodo.
Segundo o depoimento da vítima, depois de muita insistência do ex-namorado ela concordou apenas que os demais permanecessem no ambiente, desde que não a tocassem. No entanto, todos se despiram, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e consumando penetrações sucessivas. A adolescente afirmou ainda ter recebido tapas, socos e um chute no abdômen. Ao tentar deixar o quarto, foi impedida.
O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com agressões físicas e violência sexual. A perícia registrou escoriações e infiltrado hemorrágico na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram identificadas manchas nas costas e nas nádegas, compatíveis com impactos sofridos durante a violência.
O governo fluminense divulgou nota oficial afirmando repudiar “veementemente o ato de extrema violência” e informou que a Polícia Civil concluiu a investigação, identificando cinco autores: quatro adultos e um menor, que tiveram prisão decretada.
O Executivo estadual afirmou que as diligências continuam para localizar os suspeitos e acrescentou que a Secretaria de Estado da Mulher prestará apoio psicológico à vítima e à família.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo