A Polícia Civil do Rio de Janeiro busca quatro jovens, de 18 e 19 anos, indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana

William Oliveira Publicado em 02/03/2026, às 11h46 - Atualizado às 12h33
Uma investigação da 12ª DP (Copacabana) revelou detalhes perturbadores de um crime que choca o Rio de Janeiro. Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo planejado após ser atraída para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, no último dia 31 de janeiro.
Segundo o inquérito, a vítima foi conduzida ao local por um colega de escola e ex-namorado, também menor de idade. Sob o pretexto de um encontro amigável, o jovem montou o que o delegado Ângelo Lajes classificou como uma "emboscada planejada". No imóvel, quatro homens — com idades entre 18 e 19 anos — invadiram o quarto e deram início a uma série de agressões físicas e sexuais.
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A adolescente relatou ter sido impedida de sair, sofrendo socos, tapas e um chute no abdômen enquanto era forçada a manter relações com o grupo.
A Polícia Civil indiciou e identificou os quatro maiores de idade, que agora são considerados foragidos:
O caso do menor envolvido foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. Provas técnicas sustentam a denúncia: imagens de câmeras de segurança mostram o menor fazendo gestos de "comemoração" após a saída da vítima, e o laudo de corpo de delito confirmou lesões graves, hemorragias e escoriações compatíveis com violência física severa.
“Eles cometeram o crime de estupro, esse crime de estupro ele é qualificado pelo fato da vítima ser menor de 18 anos e ainda há uma causa de aumento de pena pelo fato do crime ter sido cometido de forma coletiva [...] Eles vão estar sujeitos a uma pena de quase 20 anos de reclusão”, comentou o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação.
O crime causou indignação pela frieza dos envolvidos. "Eles agiram com a certeza da impunidade", afirmou a investigação. O material genético coletado na perícia está sendo processado para exames de DNA, o que deve selar a autoria do crime. Se condenados, os suspeitos podem cumprir até 20 anos de reclusão.
O inquérito da 12ª DP conta com provas técnicas contundentes. O laudo de corpo de delito da vítima confirmou a existência de lesões genitais, infiltrado hemorrágico e escoriações. A violência física também deixou marcas pelo corpo, com equimoses registradas nas costas e nos glúteos da jovem. Testes rápidos realizados durante o atendimento apresentaram resultado positivo, e a polícia agora aguarda a análise do material genético coletado para confrontar o DNA dos quatro foragidos com os vestígios encontrados.
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