A informação foi revelada pela advogada de Emanuelle Souza

Vitória Tedeschi Publicado em 17/02/2023, às 12h47
O estado de Emanuelle Souza, mãe da recém-nascida de apenas 27 dias que foi estuprada até a morte na última sexta-feira (10) em Araruama (RJ), é de partir o coração. Ela está em "brusco abalo emocional", "a ponto de colapsar" e "só chora e chama pela bebê".
A informação foi dada pela advogada Letícia Delmindo, ao portal RC24h, que está advogando para Emanuelle, que segue sendo amparada psicologicamente.
O principal suspeito de ter cometido o crime brutal, e que está preso em Benfica, no Rio de Janeiro, é o próprio pai da bebê, identificado como Jhoão Paulo da Silva, de 23 anos. Ele foi preso no último sábado (11) no enterro da filha, na cidade de Cabo Frio, sob a acusação de estupro de vulnerável qualificado pelo resultado em morte.
Ele nega o crime, mas o depoimento de Emanuelle e perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) apontam para o fato de que, de fato, ele estuprou a recém-nascida.
Emanuelle e Jhoão estavam casados oficialmente há pouco mais de um ano, mas conviviam há mais de cinco anos juntos.
"As famílias se conheciam, eram todos muito próximos. Nunca observaram nenhum tipo de comportamento que pudesse levar a crer em uma atrocidade dessas", conta a advogada.
Letícia relembra a felicidade de Emanuelle e de toda a família com o nascimento de Luz de Souza Reis, no dia 14 de janeiro deste ano, no Hospital Missão, em São Pedro da Aldeia: "ela planejou tudo, comprou todo o enxoval, sempre mandava fotos e vídeos da filha para a família".
Emanuelle nunca imaginou que estaria diante de uma situação tão hedionda dessa forma. Ela é uma menina muito carinhosa, muito zelosa (...) Esse relacionamento que ela teve, jamais imaginou que estava diante de um agressor, sobretudo da sua filha. Ela vem contribuindo com as investigações", declarou a advogada.
A mãe contou à polícia que, no dia do crime, deu banho na filha, batizada de Luz, e a colocou para dormir. De madrugada, ela chegou a amamentar a menina e, logo depois, teria caído no sono. O pai, então, teria pegado a bebê, longe dos olhos da mãe, e cometido o crime.
A advogada Letícia Delmindo, revelou ainda que, ao acordar, Emanuelle foi pegar a filha no carrinho e notou que a bebê estava "bem geladinha".
As investigações estão sendo conduzidas pela 118ª Delegacia de Polícia (118ª DP) de Araruama. O suspeito, que passou por audiência de custódia, segue encarcerado e, segundo Letícia, deve ser condenado a até 30 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável com resultado morte.
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