Polícia Civil identifica envolvidos e descobre que vítima usava documento falso; investigação apura motivação do crime

Letícia Sales Publicado em 23/02/2026, às 13h13
A Polícia Civil do Estado de São Paulo identificou os envolvidos na emboscada registrada na noite de sábado (21), nas proximidades do Terminal Rodoviário de Presidente Prudente. A ocorrência terminou com três mortos: a vítima do ataque e dois suspeitos que morreram após confronto com a Polícia Militar do Estado de São Paulo.
De acordo com o delegado Marcelo Costantini, da Delegacia de Investigações sobre Homicídios (DIH), vinculada ao Deic, o homem inicialmente identificado como Jean Alves Silva, de 44 anos, portava documento falso. A verdadeira identidade aponta para um homem de 37 anos, morador de Minas Gerais, que estava de passagem pela cidade por motivos ainda desconhecidos. A família já foi comunicada e aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico-Legal (IML).
O crime ocorreu quando a caminhonete da vítima, estacionada em frente a um restaurante próximo à rodoviária, foi atingida por ao menos 11 disparos efetuados por três homens que estavam em um carro preto. Mesmo ferido, o motorista conseguiu sair do veículo e correr em direção ao terminal, onde caiu. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa local, mas não resistiu.
Após o ataque, os suspeitos tentaram fugir, mas foram localizados pela Polícia Militar. Dois deles, de 25 e 18 anos, morreram após troca de tiros com os policiais. O terceiro envolvido, também de 18 anos, foi preso em flagrante, mas permanece internado em estado grave no Hospital Regional de Presidente Prudente, sob escolta. Ele ainda não foi ouvido.
As investigações apontam que os suspeitos não são da região oeste paulista. Dois têm endereço no estado de São Paulo, fora da região, e um na Bahia. Todos possuíam antecedentes criminais.
No veículo utilizado pelo trio, a polícia apreendeu três revólveres calibres .32, .38 e .357, além de celulares, facas, cutelos e R$ 400 em dinheiro. Ao menos uma das armas tinha registro de furto ou roubo. A polícia também apura se o carro usado na ação é clonado.
O caso foi registrado como homicídio e morte decorrente de intervenção policial na Delegacia Seccional do município. A investigação segue para esclarecer a motivação da emboscada e a possível relação entre vítima e suspeitos.
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