A tragédia resultou na morte de quatro crianças, na manhã desta quarta-feira (05)

Vitória Tedeschi Publicado em 05/04/2023, às 12h48
A mãe de uma bebê de um ano e sete meses, Stephanie dos Santos Sestrem, descreveu as cenas de terror, que viveu na manhã desta quarta-feira (05), após o ataque na Creche Cantinho Bom Pastor com apenas uma palavra: desespero.
Ao NSC Total, ela contou que ao decobrir que um homem de 25 anos entrou na cheche, onde sua filha estuda no berçário, e matou quatro crianças com uma machadinha, simplesmente se jogou no chão, pelo medo de ter perdido sua bebê.
Na hora eu, desesperada, me joguei no chão, comecei a chorar e pedi 'pela amor de Deus me leva para lá'. Nessa hora, eu abri o meu celular e vi que tinha uma mensagem, da diretora da escolinha, falando do ataque e pedindo para que eu fosse buscar minha filha", contou ela.
Ainda segundo Stephanie, ao se aproximar do local, foi possível ver uma aglomeração de pessoas próximo a unidade, inclusive de funcionários que estavam com as roupas manchadas com sangue. Naquele momento o desespero só aumentava.
Como não dava para passar de carro, eu saltei do carro e comecei a correr para ir pra lá. Chegando na frente tinha muitos pais e professoras com a camisa com sangue, muitas ambulâncias. Eu estava desesperada na hora, só queria sair dali e pegar a minha filha", relembra.
Stephanie conseguiu reencontrar a criança, que, felizmente, não ficou ferida durante o ataque. Mesmo assim, ela conta que ainda está "em choque" após a tragédia.
"Eu estou em choque até agora, porque isso é notícia que a gente recebe, é de escolas e creches que acontecem nos Estados Unidos, São Paulo, coisa que a gente não imagina que vai acontecer aqui", diz ela.

Na manhã desta quarta-feira (05), uma creche de Blumenau, em Santa Catarina, foi alvo de um ataque. Segundo informações da Polícia Militar, quatro crianças morreram e uma está gravemente ferida.
O crime aconteceu no início da manhã na creche Cantinho do Bom Pastor, no bairro Velha. A unidade de ensino é particular, segundo informações do g1.
A Polícia Civil e uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Santa Catarina já estão no local. Todas as crianças que estavam na creche já foram retiradas e entregues aos pais e responsáveis.
Após a tragédia, uma professora relatou o desespero para tentar salvar as crianças.
Minha parceira de sala chegou correndo dizendo 'fecha a porta, fecha a janela porque um cara assaltou o posto'. Pensamos que era um assalto porque ele invadiu a escola, só que fechei os bebês no banheiro, depois vieram na porta dizendo que ele 'veio matando', ele foi no parque para matar. No parquinho, a turma do pré estava toda no parque fazendo uma roda de conversa. Ele tinha mais que uma arma", relatou Simone Aparecida Camargo também à NSC TV.
Até o momento, ainda não se sabe a motivação para o crime, nem se há mais envolvidos no ataque.
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