Influenciadora foi alvo de operação que também atingiu nomes ligados à cúpula do crime organizado em São Paulo

Manoela Cardozo Publicado em 22/05/2026, às 14h02
A equipe de defesa de Deolane Bezerra se manifestou pela primeira vez após a prisão da influenciadora, realizada nesta quinta-feira. A advogada foi detida durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital.
Em nota enviada à imprensa, os representantes de Deolane afirmaram que ela é inocente e disseram que as acusações serão esclarecidas no decorrer do processo.
“Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno”, declarou a defesa.
Os advogados também classificaram as medidas adotadas pela Justiça como desproporcionais e reforçaram que continuarão colaborando com as investigações.
“Consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é”, diz outro trecho do comunicado.
Leia na íntegra:
"A defesa técnica da advogada Dra. Deolane Bezerra Santos vem, com o máximo respeito às instituições do Sistema de Justiça e ao Estado Democrático de Direito, prestar os devidos esclarecimentos sobre os acontecimentos que resultaram em sua prisão preventiva na data de hoje, 21.05.2026:
inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno.
Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário".
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes ou operadores financeiros ligados à facção criminosa. Entre os nomes citados na investigação estão Marcola, apontado pelas autoridades como líder máximo do grupo, além de familiares dele.
Segundo os investigadores, empresas e terceiros teriam sido usados para movimentar recursos de origem suspeita. Uma transportadora localizada no interior paulista aparece entre as companhias analisadas no inquérito.
A investigação ainda aponta que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos ao longo de alguns anos. A análise financeira identificou transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo valores enviados por pessoas suspeitas de atuarem como “laranjas” no esquema investigado.
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