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Cunhada de líder do PCC é libertada após decisão da Justiça

A decisão judicial foi baseada em argumentos de defesa que destacaram a falta de provas contra Francisca e outros réus

Francisca é considerada a mantenedora da família Camacho, que está envolvida em atividades criminosas no Ceará e São Paulo - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Francisca é considerada a mantenedora da família Camacho, que está envolvida em atividades criminosas no Ceará e São Paulo - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 11/09/2025, às 16h48


Francisca era casada com Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marco Willians Herbas Camacho, 57, o Marcola, apontado como o líder máximo do PCC. Ambos estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

A decisão judicial atendeu ao pedido do advogado Guilherme Pereira Gonzalez Ruiz Martins. Na petição solicitando a revogação da prisão preventiva em favor de Francisca, o defensor argumentou que a Justiça do Ceará já havia absolvido ao menos outros 17 réus denunciados junto com sua cliente.

Guilherme Ruiz Martins alegou ainda que Francisca estava presa injustamente havia mais de 500 dias. Os magistrados determinaram a imediata libertação da presa. A medida judicial também se estende a outros quatro réus acusados no mesmo processo.

Um deles é Menesclau de Araújo Souza Júnior, o Coxinha. A Polícia Federal o acusou de ser o responsável por administrar os negócios da família Camacho no Ceará e em São Paulo.

Movimentaram R$ 300 milhões, diz MP

Segundo as investigações da PF, foram identificadas movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 300 milhões nas contas dos investigados. Na ocasião, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva, 36 mandados de busca e apreensão no CE, SP, SC e MS, e sequestrou 42 veículos dos suspeitos.

Na denúncia, promotores de Justiça afirmam que Francisca movimentou R$ 21.439.143 em suas contas entre 1º de janeiro de 2011 a 11 de setembro de 2023, e também que ela "se apresenta como a grande mantenedora da família Camacho e de seus agregados".

As investigações duraram dois anos e apontaram que o PCC migrou parte de da estrutura gerencial de São Paulo para implantar no Ceará atividades clandestinas, como o tráfico de drogas e armas, a exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro das atividades ilegais em loteria esportiva administrada pela organização criminosa.


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