Diário de São Paulo
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Crime organizado teve R$ 9,5 bilhões apreendidos pela Polícia Federal em 2025

Operações desarticularam quadrilhas, apreenderam toneladas de drogas e causaram prejuízo milionário às organizações criminosas

Operações federais enfraquecem esquemas de tráfico com apreensões - Imagem: Divulgação | PF
Operações federais enfraquecem esquemas de tráfico com apreensões - Imagem: Divulgação | PF

Lívia Gennari Publicado em 12/02/2026, às 19h00


Em 2025, o combate ao crime organizadono Brasil alcançou resultados históricos. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificaram ações que resultaram na apreensão de R$ 9,5 bilhões pertencentes a organizações criminosas. Os dados refletem o esforço contínuo das forças federais para desarticular quadrilhas e reduzir o poder financeiro e logístico do crime organizado no país.

A PF liderou a ofensiva voltada para o crime financeiro, com operações que resultaram no bloqueio de bens, imóveis, veículos, dinheiro em espécie e contas bancárias ligados a quadrilhas. Ao longo do ano, 42,5 mil pessoas foram indiciadas, enquanto mais de 44 mil inquéritos foram instaurados.

No âmbito das drogas, a Polícia Federal apreendeu 73,1 toneladas de cocaína e 7,2 mil toneladas de maconha, além de indiciar 1.512 pessoas envolvidas em tráfico nas fronteiras. Essas ações destacam a estratégia de atuar simultaneamente sobre a estrutura financeira e logística das facções. 

A PRF teve papel fundamental na repressão ao tráfico e na recuperação de veículos. Ao todo, foram recuperados 7.294 veículos, entre automóveis, motocicletas e caminhões, que haviam sido roubados ou desviados, causando prejuízo estimado em R$ 400 milhões para quadrilhas.

Para o MJSP, os resultados do ano evidenciam a importância de operações integradas entre as forças federais e do monitoramento constante das atividades ilícitas. Além de impactar financeiramente as organizações criminosas, as ações contribuem para reduzir a circulação de drogas e aumentar a segurança nas ruas, reforçando a presença do Estado e a eficácia das políticas públicas de combate ao crime organizado.


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