Relatório aponta participação do PCC na execução; outros sete indiciados seguem presos enquanto investigação continua para desvendar motivação do crime

Lívia Gennari Publicado em 17/11/2025, às 10h00
A Polícia Civil finalizou a primeira fase do inquérito que apura o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morto em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista.
O relatório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta a participação direta do Primeiro Comando da Capital (PCC) tanto no planejamento quanto na execução do ataque, e indiciou 12 pessoas por homicídio e participação em organização criminosa.
O documento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) na última quinta-feira (13). Sete dos indiciados foram responsabilizados por homicídio e envolvimento em facção criminosa; outros cinco respondem apenas por integrar a organização.
Justiça concede soltura a cinco suspeitos
No total, 14 suspeitos foram identificados como participantes da ação, de forma direta ou indireta. Entre eles, um homem apontado como o executor dos disparos e envolvido no planejamento do crime morreu em confronto policial, durante o cumprimento de um mandado de prisão no Paraná. Outro investigado, que seria o quarto ocupante de um dos veículos usados na emboscada, ainda não teve identidade confirmada e ficou fora do relatório final desta etapa.
Apesar do pedido do DHPP para manter todos os indiciados atrás das grades, a Justiça decidiu libertar cinco deles, impondo medidas cautelares. Eles deverão usar tornozeleira eletrônica e responderão ao processo em liberdade monitorada. Os investigados beneficiados pela decisão são:
Os demais continuam presos preventivamente. Segundo o relatório, eles respondem por homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de uso restrito e vínculo com organização criminosa.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a conclusão da primeira fase do trabalho:
“O DHPP concluiu a primeira etapa das investigações sobre a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O inquérito inicial foi relatado com o indiciamento de 12 suspeitos por envolvimento direto e indireto na execução, além da solicitação de suas prisões preventivas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa."
A pasta ainda acrescentou que os suspeitos que tiveram a prisão preventiva negada pela Justiça “responderão em liberdade, mas com medidas cautelares impostas, como monitoramento por tornozeleira eletrônica”.
Segundo o órgão, as investigações continuam avançando nas outras frentes abertas pelo DHPP. A motivação e os mandantes do assassinato seguem sob apuração em outros inquéritos em andamento. Investigadores trabalham para identificar quem ordenou a execução e esclarecer a disputa interna e os eventuais interesses que teriam levado ao ataque contra o ex-chefe da Polícia Civil.
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