Polícia diz que suspeito reagiu à prisão durante operação; Umberto Gomes era investigado por ser um dos atiradores no ataque que matou Ruy Ferraz Fontes

Lívia Gennari Publicado em 01/10/2025, às 14h16 - Atualizado às 17h00
Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, foi morto na última terça-feira (30), em uma troca de tiros com policiais em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
De acordo com as forças de segurança, equipes das polícias paulista e paranaense localizaram o foragido em um conjunto habitacional popular. Ao receber voz de prisão, ele teria reagido e acabou baleado no confronto. Nenhum policial ficou ferido.
Polícia aponta que suspeito era um dos atiradores
A Justiça havia decretado a prisão temporária de Umberto, que era considerado um dos executores do crime. A investigação apontou que suas digitais foram encontradas em uma casa em Mongaguá, no litoral paulista, usada pelo grupo envolvido na emboscada que resultou na morte do ex-delegado.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, agentes paulistas estavam no estado vizinho desdeo último sábado (27), em busca do foragido.
Em uma publicação nas redes sociais, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que o suspeito tinha passagens por roubo e organização criminosa, e foi identificado como possível atirador no ataque a Ruy.
“Ele fugiu para o Paraná, mas equipes da Polícia Civil o localizaram. Ele resistiu à prisão. Graças a Deus, nossos policiais estão bem”, declarou Derrite.
O crime
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi assassinado em 15 de setembro em Praia Grande, na Baixada Santista, durante uma emboscada. Ele foi perseguido por criminosos armados que dispararam contra o veículo em que estava.
Até o momento, quatro pessoas já foram identificadas e presas por envolvimento no crime, enquanto outras três tiveram a prisão decretada e continuam foragidas. Uma das linhas de investigação aponta que o ex-delegado pode ter sido morto pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), devido ao seu histórico de combate à facção. Outra hipótese é a de que Ruy tenha sido alvo de uma emboscada motivada pelo seu trabalho como secretário da Administração em Praia Grande.
A investigação segue em andamento para localizar todos os suspeitos e esclarecer a participação de cada um na execução do ex-delegado.
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