Douglas Rabelo Queiroz, de 41 anos, foi detido após ser flagrado em seu apartamento com as vítimas; materiais comprometedores foram encontrados pela polícia durante a abordagem.

Ana Beatriz Publicado em 05/03/2026, às 16h11
O advogado Douglas Rabelo Queiroz foi preso em Fortaleza, suspeito de estupro de vulnerável contra três adolescentes, após investigações que revelaram sua presença com as vítimas em seu apartamento, evidenciada por câmeras de segurança.
Durante a prisão, a polícia apreendeu materiais comprometendo Queiroz, incluindo drogas e itens relacionados a possíveis abusos, além de seu histórico criminal que inclui crimes contra a organização do trabalho e ameaças.
Queiroz foi autuado em flagrante pela Delegacia de Defesa da Mulher e a investigação segue sob a responsabilidade da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente, destacando a necessidade de proteção dos jovens contra abusos por figuras de autoridade.
Na noite de terça-feira (3), o advogado Douglas Rabelo Queiroz, de 41 anos, foi preso em Fortaleza, suspeito de estupro de vulnerável contra três adolescentes, com idades de 13, 14 e 16 anos. A prisão ocorreu no próprio apartamento do investigado, localizado no bairro Papicu, onde ele foi encontrado com as vítimas. A prisão foi resultado de investigações, auxiliadas por imagens registradas por câmeras de segurança do condomínio, que mostraram as jovens indo em direção ao imóvel do advogado.
Além da detenção, os policiais encontraram materiais comprometendo o investigado, como cocaína, preservativos, roupas íntimas, medicação para interrupção de gravidez, celular, notebook e outros equipamentos eletrônicos, que foram apreendidos para análise. O material encontrado reforçou as acusações contra Queiroz, que já possuía antecedentes criminais relacionados a crimes contra a organização do trabalho, ameaça e constrangimento.
O advogado foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente e corrupção de menor. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), unidade especializada da Polícia Civil que apura crimes dessa natureza.
Queiroz, que frequentemente compartilhava momentos do seu dia a dia e da sua atuação profissional nas redes sociais, havia postado recentemente fotos em audiências no Fórum Clóvis Beviláqua e em outros momentos pessoais. A descoberta de seu envolvimento em crimes tão graves tem gerado grande repercussão, principalmente pelo fato de que ele é um profissional da área jurídica.
O vídeo de câmeras de segurança foi determinante para o avanço das investigações, pois registrou o momento em que o advogado chegou ao condomínio acompanhado das adolescentes e entrou no seu apartamento. As imagens são agora parte fundamental no processo de apuração do caso.
Este caso destaca a urgência da proteção dos adolescentes contra abusos e a importância da vigilância para prevenir a exploração e o abuso em contextos onde figuras de autoridade, como advogados, possam abusar da confiança de suas vítimas. A investigação continua em andamento, e a sociedade aguarda mais informações sobre o desenrolar do processo judicial.
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