Diário de São Paulo
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TRÁFICO ESCANCARADO

Vídeo revela esquema de tráfico em campo de futebol e expõe atuação organizada de quadrilha em Cubatão

Imagens mostram venda de drogas à luz do dia; grupo usava câmeras e localização estratégica para driblar a polícia

Suspeitos foram flagrados vendendo drogas em campo de futebol usado como base do tráfico em Cubatão - Imagem: Reprodução / Polícia Civil
Suspeitos foram flagrados vendendo drogas em campo de futebol usado como base do tráfico em Cubatão - Imagem: Reprodução / Polícia Civil

Redação Publicado em 26/03/2026, às 10h38


Um campo de futebol em Cubatão foi utilizado como base de operações por uma quadrilha de tráfico de drogas, que atuava abertamente em plena luz do dia, o que gerou preocupações sobre a segurança pública na região.

A operação, chamada Anchieta 58, resultou na prisão de 11 suspeitos e revelou uma estrutura organizacional sofisticada, com funções bem definidas entre os membros do grupo, que incluíam desde vendedores até um gerente.

Apesar das prisões, um dos principais suspeitos permanece foragido, e a polícia continua as investigações para localizar o fugitivo e desmantelar possíveis ramificações da quadrilha, destacando a crescente ousadia das organizações criminosas em ocupar espaços públicos para atividades ilegais.

Um campo de futebol em Cubatão foi transformado em base de operação de uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava de forma estruturada e à vista de moradores. Imagens obtidas pela investigação mostram o funcionamento do esquema, com venda de entorpecentes em plena luz do dia.

O vídeo completo da ação estará disponível no Instagram do Diário de SP.

A ação criminosa foi desmantelada durante a Operação Anchieta 58, conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, que prendeu 11 suspeitos — nove homens e duas mulheres — após meses de monitoramento.

O ponto de venda funcionava no bairro Vila São Jorge, próximo à Rodovia Anchieta, uma localização considerada estratégica pelos criminosos. A região é cercada por um rio e possui acessos limitados, o que dificultava a chegada das equipes policiais e facilitava a fuga.

Segundo a polícia, o grupo operava com divisão de funções bem definida, semelhante a uma estrutura empresarial do crime. Havia responsáveis pelo abastecimento de drogas, vendedores, olheiros encarregados de monitorar a movimentação nas ruas e até um gerente que coordenava toda a atividade ilícita.

Para evitar flagrantes, os suspeitos instalaram câmeras de vigilância em pontos da comunidade, criando um sistema próprio de monitoramento em tempo real. Os equipamentos foram apreendidos durante a operação.

As investigações também identificaram que o local foi escolhido justamente por suas características geográficas, permitindo controle visual da área e rotas de fuga rápidas.

Apesar das prisões, um dos investigados, apontado como gerente do esquema, segue foragido. A polícia continua as diligências para localizar o suspeito e identificar possíveis ramificações da quadrilha.

O caso reforça a ousadia das organizações criminosas, que têm ocupado espaços públicos e até áreas de lazer para atividades ilegais, além de evidenciar o uso crescente de tecnologia no tráfico de drogas.


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