A Justiça de São Paulo absolveu Felipe Prior, arquiteto e ex-BBB, de acusações de estupro relacionadas a um evento universitário em 2018

William Oliveira Publicado em 28/06/2025, às 13h09
A Justiça de São Paulo proferiu, nesta sexta-feira (27), a absolvição do arquiteto Felipe Prior — conhecido por sua participação na 20ª edição do Big Brother Brasil — em um dos processos em que era acusado de estupro, relacionado a um evento universitário ocorrido em 2018. A sentença ainda cabe recurso.
O advogado Renato Stanziola Vieira, que representa Prior, confirmou a decisão judicial. Em razão do segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou apenas que “não tem acesso às informações, que são restritas às partes envolvidas e seus advogados”.
O caso se refere a um episódio ocorrido durante o InterFAU, evento esportivo e cultural que reúne faculdades de Arquitetura e Urbanismo do estado. Em setembro de 2018, durante a edição realizada em Itapetininga, a vítima relatou ter sido violentada por Prior enquanto estava sob efeito de álcool. A denúncia foi formalizada apenas em 2020.
Segundo a acusação, o arquiteto teria aproveitado o estado de vulnerabilidade da jovem para manter relações sexuais sem consentimento, utilizando força física mesmo diante dos pedidos para que parasse. A defesa negou as acusações e sustentou que o ato foi consensual.
Após a decisão, o advogado de defesa declarou que o juiz “agiu com correção e isenção”, demonstrando discernimento entre o combate necessário à violência de gênero e o respeito ao devido processo legal.
Outras condenações
Embora tenha sido absolvido neste caso, Felipe Prior ainda responde a outros três processos por estupro na Justiça paulista. Em dois deles, já foi condenado em primeira e segunda instâncias.
Em setembro de 2024, o arquiteto foi condenado em segunda instância a oito anos de prisão em regime semiaberto, por um estupro ocorrido em 2014. De acordo com a denúncia, após uma festa universitária, Prior ofereceu carona à vítima e, dentro do carro, teria iniciado atos de violência sexual. O caso foi confirmado por 19 testemunhas, e a Justiça considerou as provas robustas o suficiente para a condenação. A defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em outro processo, Felipe Prior foi condenado a seis anos de prisão em primeira instância, por um episódio semelhante ocorrido em fevereiro de 2015, em Votuporanga. Ele também recorre dessa decisão.
Além disso, ainda aguarda julgamento um quarto processo, referente a um suposto estupro durante uma festa universitária em Biritiba Mirim, no interior de São Paulo, também em 2018.
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