Balanço da Defesa Civil aponta vítimas em diferentes cidades desde dezembro; enxurradas, deslizamentos e quedas de árvores estão entre as principais causas das tragédias

Erika Osti Publicado em 09/03/2026, às 18h31
As chuvas que atingem o estado de São Paulo desde o início do verão já deixaram 21 mortos, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (9) pela Defesa Civil estadual. As mortes foram registradas entre 1º de dezembro de 2025 e 8 de março de 2026 e ocorreram em diferentes situações relacionadas aos temporais, como enxurradas, deslizamentos de terra, quedas de árvores e desabamentos de estruturas.
As duas vítimas mais recentes foram registradas no último fim de semana. Em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, Pedro Alves de França morreu após ser arrastado por uma enxurrada. Ele estava dentro de um carro, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Em Sorocaba, no interior do estado, Valério Dias de Assunção Melo, de 54 anos, também morreu ao ser levado pela força da água em uma rua alagada. O corpo foi encontrado pelos bombeiros pouco tempo depois.
Desde o início do período chuvoso, a Defesa Civil contabilizou 520 ocorrências relacionadas aos temporais em diversas cidades paulistas. Além das vítimas fatais, ao menos 60 pessoas ficaram feridas. As chuvas também provocaram impacto direto na vida de milhares de moradores: 2.463 pessoas ficaram desalojadas e precisaram deixar temporariamente suas casas, enquanto 1.136 ficaram desabrigadas e dependem de abrigos públicos ou da ajuda de familiares.
O monitoramento meteorológico continua em todo o estado. No último levantamento, 138 municípios estavam em estado de observação por causa das condições climáticas, enquanto 37 permaneciam em atenção e duas cidades, Ilhabela e Peruíbe, estavam em alerta devido ao risco elevado de chuvas intensas.
Os temporais também provocaram estragos recentes na capital paulista e na Região Metropolitana. No domingo (8), três córregos transbordaram na zona sul da cidade de São Paulo, causando alagamentos em importantes vias. Na Avenida Ricardo Jafet, carros chegaram a flutuar por causa do volume de água acumulado.
Na mesma região, uma academia de crossfit no bairro da Saúde foi destruída após uma forte enxurrada invadir o imóvel e derrubar parte das paredes. O prejuízo estimado pelos proprietários ultrapassa R$ 500 mil, embora ninguém tenha se ferido porque o local estava fechado.
Também durante a tempestade, parte do muro do Aeroporto de Congonhas cedeu próximo à Avenida dos Bandeirantes. A estrutura desabou sem deixar feridos e não afetou as operações do terminal.
As 21 mortes registradas até agora no estado de São Paulo estão nas seguintes cidades, segundo a Defesa Civil:
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