O diagnóstico aconteceu após décadas sem casos na capital

Vitória Tedeschi Publicado em 04/09/2023, às 12h35
No último dia 31 de agosto, um cão foi diagnosticado com raiva no município de São Paulo. O diagnóstico acendeu um alerta para os perigos da doença que atinge todos os mamíferos, incluindo ruminantes, felinos e seres humanos.
De acordo com o jornal O Globo, a doença canina foi apontada por um laudo assinado pelo virologista Paulo Eduardo Brandão, responsável pelo Laboratório de Zoonoses Virais do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da USP.
Em entrevista àCBN São Paulo, Eduardo explicou que o cão de rua foi adotado por pessoas que foram atacadas pelo animal, que apresentava sintomas neurológicos. Ele foi colocado em ambiente isolado para tratamento mas no dia seguinte quadro de saúde piorou e acabou precisando ser submetido a uma eutanásia.
De acordo com o portal da PetLove, a raiva canina provavelmente é a doença de cachorro mais conhecida mundo afora. Porém, ser “conhecida” não quer dizer que as pessoas realmente sabem exatamente o que é, quais os seus riscos e como prevenir.
A princípio, saiba que um cão com raiva é perigoso tanto para cachorros e gatos quanto para as pessoas. Isso porque também existe o risco de transmissão para os seres humanos.
Inicialmente, a raiva canina é uma zoonose muito grave por ser quase sempre fatal. Ela é provocada por um vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que penetra no corpo através de uma ferida, geralmente pela mordida de um animal infectado, ou pelas mucosas.
Esse vírus entra em contato com o sistema nervoso periférico (no local da mordida) e, posteriormente, começa a se espalhar pelo restante do corpo até chegar ao cérebro. Em seguida, ele se instala nas glândulas salivares e, pela saliva, pode ser transmitido para outros animais.
Além disso, como o portal do Petz alerta, apesar de ser extremamente perigosa, a prevenção da raiva é bastante simples: a vacinação. Com uma taxa de proteção muito próxima a 100%, ela é a melhor forma de manter o vírus longe do seu amigo.
Geralmente, a primeira dose é administrada ao pet entre os 3 e os 5 meses de vida. Depois, a imunização deve ser reforçada anualmente, de acordo com a orientação do veterinário.
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