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São Paulo ganha 'faculdade' para influenciadores com praia artificial e banheiros de cinema

A iniciativa visa atender a demanda crescente de jovens que desejam se tornar influenciadores e dominar o mercado digital

Com estrutura de 14 mil m², a academia oferece cursos para profissionais de diversas áreas se tornarem influenciadores digitais - Foto: Lucas Amorim/ Divulgação
Com estrutura de 14 mil m², a academia oferece cursos para profissionais de diversas áreas se tornarem influenciadores digitais - Foto: Lucas Amorim/ Divulgação

Redação Publicado em 23/08/2025, às 09h30


Com direito a praia artificial, banheiros super produzidos para fotos e mais de 200 estúdios, São Paulo agora conta com uma “universidade” para quem quer ser criador de conteúdo digital. O local, batizado de Community Creators Academy, foi montado em um enorme galpão na Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital. O espaço de 14 mil metros quadrados oferece uma estrutura completa para os alunos criarem seus conteúdos e postá-los nas redes sociais.

Com cursos que variam de R$ 25 mil a R$ 35 mil, a academia promete profissionalizar como os influenciadores se comunicam com o público para atrair mais marcas. As aulas, que acontecem de duas a três vezes por semana, são divididas por temas. Profissionais como médicos, advogados e dentistas, por exemplo, têm aulas sobre como conquistar clientes e mais dinheiro usando as redes sociais. Eles participam de videochats, podcasts e aprendem a fazer tutoriais sobre saúde, moda e qualidade de vida.

De habilidade a profissão

A ideia foi do empresário baiano Fabio Duarte, que investiu cerca de R$ 40 milhões no projeto, em parceria com o grupo educacional Ânima Educação. Ele acredita que o mercado de criação de conteúdo vai movimentar mais de um trilhão de dólares nos próximos anos e que criar conteúdo se tornou uma habilidade tão importante quanto saber mexer no computador. “Hoje em dia, a criação de conteúdo e a inteligência artificial são habilidades essenciais para qualquer carreira”, disse ele.

Fabio explicou que a ideia surgiu porque, hoje, 75% dos jovens brasileiros querem ser influenciadores. Ele notou que, apesar da alta procura, não existia no mundo um local focado em dar a formação necessária para essa profissão.

O processo de seleção para entrar na academia é pago e parecido com o de universidades internacionais. Os candidatos precisam enviar uma carta e um vídeo explicando seus objetivos, e, se passarem, são convidados para uma entrevista. Segundo a empresa, a preferência é para quem já tem alguma familiaridade com o mundo digital. Fabio Duarte reforçou que, apesar do crescimento da profissão, a formação tradicional de uma faculdade não deve ser deixada de lado.


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