Sistema Integrado Metropolitano registra o menor nível dos últimos dez dias; onda de calor e aumento do consumo pressionam o abastecimento.

Ana Beatriz Publicado em 30/12/2025, às 06h21
As represas responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo operam em nível crítico, com apenas 26,42% da capacidade de armazenamento, segundo dados atualizados do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). O índice representa o menor volume registrado nos últimos dez dias e acende o alerta para a segurança hídrica do estado.
O sistema reúne sete mananciais que atendem milhões de moradores da Grande São Paulo. Entre eles, dois dos principais reservatórios — Alto Tietê e Cantareira — operam com volumes próximos de 20% da capacidade, cenário que exige, segundo o governo estadual, atenção permanente.
O Sistema Cantareira, maior produtor de água da região, responde sozinho pelo abastecimento de cerca de 46% da população, com uma vazão de 33 metros cúbicos por segundo. Em outubro, o reservatório atingiu o menor nível dos últimos dez anos. No último dia 24, operava com 24,2% do volume útil, índice que representa a quantidade efetivamente disponível para captação.
Queda após breve recuperação
Após um período de leve recuperação impulsionado por chuvas isoladas, o cenário voltou a se deteriorar. Em 8 de dezembro, o sistema marcava 24,6% da capacidade, chegando a 27,3% dias depois. No entanto, na última semana, o volume útil passou a cair de forma contínua.
De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a redução está diretamente ligada a dois fatores principais:
Medidas emergenciais
Em nota, a Sabesp informou que mantém o sistema sob monitoramento contínuo, com a adoção de medidas preventivas para evitar o desabastecimento. Entre as ações estão o reforço no bombeamento, o direcionamento do fornecimento no período noturno e o uso de caminhões-pipa em áreas consideradas críticas.
O governo estadual reforça o pedido para que a população adote uso consciente da água, destacando que a preservação dos mananciais depende diretamente da redução do consumo doméstico e comercial, especialmente em períodos de estiagem prolongada e calor intenso.
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