As aquisições do programa "Pode Entrar" acontecem após investimento de R$ 6 bilhões

Vitória Tedeschi Publicado em 22/03/2023, às 15h59
Na manhã desta quarta-feira (22), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou que irá adquirir 38.870 unidades habitacionais na primeira fase do programa habitacional 'Pode Entrar', com um investimento de mais de R$ 6 bilhões.
Além disso, a iniciativa também prevê a compra de outras 20 mil casas em uma nova fase do programa. Com isso, a gestão municipal deve entregar, iniciar a construção ou fazer a contratação de mais 100 mil unidades habitacionais.
Ainda de acordo com o prefeito, a prioridade é para as cerca de 22 mil famílias que hoje estão no Auxílio Aluguel, e a avaliação dos valores para aquisição das moradias será feita pela Caixa Econômica Federal.
A minha grande preocupação é fazer a aquisição pelo valor correto, que a gente tenha risco zero de pagar mais do que a unidade habitacional vale", disse o prefeito.

Ele ainda explicou que o valor mínimo das prestações será de R$ 150 e quem for classificado terá um valor de teto de 15% da sua renda familiar, com uma parcela máxima de R$ 594, já que o teto será de três salários-mínimos. "As parcelas não terão juros e podem ser divididas em 30 anos, totalmente subsidiadas pela Prefeitura de São Paulo", garantiu Ricardo.
A expectativa é que, após a resolução da parte burocrática, as moradias possam ser entregues em 24 meses. A divisão das 38.870 unidades por região será feita da seguinte forma:
De acordo com o secretário municipal de Habitação, João Farias, das 7.739 moradias previstas para o Centro, serão contratadas 1.017 e as restantes devem ser utilizadas em outras áreas.
"A gente teve um número bem abaixo, que já se esperava, até por conta das características da região, do que poderia ser selecionado e contratado para o Centro", disse o secretário. "Utilizamos a sobra do Centro para dividir para as outras regiões como a Zona Leste, por exemplo, que está adquirindo uma parte", completou.
A ação para compra de unidades habitacionais acontece por meio do programa Pode Entrar, que tem como objetivo atender a política de habitação social do município com aquisições em grande quantidade e em um curto período, possibilitando maior celeridade no atendimento das famílias que aguardam por moradia na cidade.
A iniciativa inova ao possibilitar a mobilização do mercado de construção para atendimento em escala da demanda por habitação social e por propiciar mecanismo que oferece aos construtores maior segurança jurídica e financeira, prevendo a disponibilização da integralidade dos valores necessários para a construção dos empreendimentos em contas de movimentação restrita.
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