Prefeitura promete reassentamento no próprio bairro e ampliação de ruas, equipamentos públicos e áreas culturais.

Ana Beatriz Publicado em 08/01/2026, às 01h02
O projeto bilionário da Prefeitura de São Paulo para a urbanização do Complexo de Paraisópolis, na zona sul da capital, prevê a remoção de cerca de 2 mil famílias que vivem em áreas onde hoje há vielas estreitas e de difícil acesso. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo o prefeito, as remoções são necessárias para permitir o alargamento de vielas, a abertura de novas vias e a extensão da Avenida Hebe Camargo, além de melhorias na mobilidade e no acesso a serviços públicos.
“É um projeto grande. Vamos remover mais de 2 mil casas porque as vielas terão que ser alargadas. Todas essas pessoas terão atendimento habitacional, ninguém vai ficar desamparado”, afirmou Nunes.
Atualmente, algumas vielas de Paraisópolis têm apenas 60 centímetros de largura, o que dificulta a circulação de pedestres, cadeirantes e veículos de emergência. Com as obras, esses acessos devem chegar a até 3 metros de largura.
Reassentamento e novos equipamentos
De acordo com a prefeitura, as famílias removidas serão reassentadas no próprio complexo, em unidades habitacionais já em construção ou em novos empreendimentos que serão viabilizados pelo programa Pode Entrar. O projeto também prevê o mapeamento de áreas vazias para futuras moradias.
O plano de intervenções inclui ainda:
Durante a apresentação do projeto, realizada na terça-feira (6), o secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, sugeriu a instalação de uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) dentro da comunidade, proposta que não constava inicialmente no plano.
Consulta pública e financiamento
O projeto entra agora na fase de consulta pública, que deve ser aberta ainda nesta semana para receber sugestões da população. A expectativa da prefeitura é iniciar as obras ainda em 2026.
A urbanização de Paraisópolis terá custo estimado em R$ 1,6 bilhão e também beneficiará as comunidades Jardim Colombo e Porto Seguro. Os recursos virão da venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), utilizados na Operação Urbana Faria Lima, que autoriza construções mais altas na região.
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