Henrique Velozo, policial militar absolvido da acusação de matar Leandro Lo, publicou um vídeo pedindo perdão aos familiares do lutador após três anos e três meses encarcerado

William Oliveira Publicado em 18/11/2025, às 12h25
Henrique Otávio de Oliveira Velozo, policial militar absolvido da acusação de matar Leandro Lo com um tiro na cabeça, fez um apelo de perdão aos familiares e amigos do lutador de jiu-jitsu. O pedido foi divulgado por meio de um vídeo publicado no Instagram pelo advogado Cláudio Dalledone, que defendeu Velozo durante o processo judicial.
No vídeo, Velozo compartilhou sua experiência após três anos e três meses encarcerado, destacando um encontro espiritual que teve nesse período.
"Vim aqui para pedir perdão. Estive durante três anos e três meses encarcerado e hoje posso dizer que tive uma experiência única e um encontro genuíno com um Deus forte, um Deus poderoso — que eu já conhecia, mas que hoje posso falar com toda a certeza e convicção de que Ele é comigo e está na minha vida", afirmou, ressaltando sua nova perspectiva.
Ele continuou: "Em nome dEle, preciso fazer um pedido, que é um pedido de perdão aos familiares, à mãe, ao pai, à irmã, aos amigos e a todas as pessoas que amavam o Leandro Lo. Mas também gostaria de esclarecer que, nesse trágico dia, fui colocado em um limite, um limite que eu não gostaria de estar [ter estado]. Tive, infelizmente, que sujar minha mão para poder preservar minha vida."
Confira:
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A decisão do júri popular que inocentou Velozo gerou reações intensas. Fátima Lo, mãe do lutador, expressou tristeza e indignação diante do veredicto e anunciou a intenção de recorrer da decisão, comparando a sensação ao ato de enterrar seu filho pela segunda vez.
O policial respondia à acusação de homicídio triplamente qualificado, e havia expectativa de uma pena mínima de 20 anos.
O crime ocorreu em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode em um clube na Zona Sul de São Paulo. Na reconstituição dos fatos, testemunhas relataram que Leandro Lo imobilizou Velozo antes deste disparar assim que conseguiu se desvencilhar.

Após ser atingido e já caído, Lo teria sido agredido com dois chutes pelo policial. No tribunal, Velozo alegou agir em legítima defesa, argumento aceito por quatro dos sete jurados presentes no julgamento.
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