Diário de São Paulo
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Caso Adalberto

Polícia usa tecnologia israelense para desvendar morte de empresário em Interlagos

Sistema de extração de dados é crucial para elucidar morte de Adalberto Amarílio Júnior, encontrado no dia 3 de junho em Interlagos

Laudos indicam asfixia como causa da morte - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Laudos indicam asfixia como causa da morte - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 12/10/2025, às 08h00


A Polícia Civil de São Paulo está utilizando um avançado sistema de extração de dados desenvolvido em Israel, conhecido como Cellebrite, na investigação do assassinato do empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado morto em circunstâncias misteriosas no Autódromo de Interlagos, no dia 3 de junho.

Adquirido por mais de R$ 11 milhões, o software é visto pelas autoridades como peça-chave para elucidar o caso. A ferramenta é capaz de recuperar mensagens apagadas do WhatsApp, fotos, vídeos, histórico de navegação e até rastrear a geolocalização de dispositivos.

Entre os itens analisados estão 15 celulares e três computadores pertencentes à vítima, a um amigo, seguranças e produtores do evento de motociclismo realizado no autódromo entre 29 de maio e 1º de junho, período em que Adalberto foi visto pela última vez.

O corpo do empresário foi localizado seminu, vestindo apenas uma jaqueta e uma camiseta, dentro de um buraco em construção nas dependências do autódromo. Laudos apontam asfixia como causa da morte, com marcas no pescoço que indicam possível esganadura ou compressão torácica.

Mais de 15 pessoas já prestaram depoimento ao Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), incluindo familiares da vítima e funcionários do autódromo. Imagens de câmeras de segurança foram analisadas, mas até o momento não revelaram informações conclusivas sobre o desaparecimento.

Cronologia dos eventos:

  • 30 de maio – Desaparecimento de Adalberto Amarilio Junior.
    3 de junho – O corpo foi resgatado do buraco, com profundidade de três metros, pela polícia.
  • 4 e 5 de junho – Duas calças e um par de botas foram encontrados em lixeiras nas proximidades do autódromo; a família ainda não confirmou se pertencem ao empresário.
  • 7 de junho – Marcas de sangue foram localizadas no carro; a polícia requisitou exames para comparação genética para determinar se pertencem a Adalberto.
  • 9 de junho – Três organizadores do evento foram ouvidos pela polícia em relação ao ocorrido.
  • 10 de junho – Cinco seguranças que atuavam na área prestaram depoimentos. A polícia mapeou o percurso que Adalberto fez até o local onde seu corpo foi encontrado.

A Malbork Serviços de Vigilância e Segurança, responsável pela segurança do evento, afirmou que mobilizou uma grande equipe de profissionais, mas não há confirmação de envolvimento direto de seus funcionários no crime.

As autoridades esperam que os dados extraídos pelo Cellebrite ajudem a reconstruir os últimos momentos da vítima e identificar os responsáveis.

Quem era Adalberto?

Adalberto Amarilio Júnior ao lado da esposa, Fernanda Dândalo - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Adalberto Amarilio Júnior ao lado da esposa, Fernanda Dândalo - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Proprietário da rede Óticas Ângela, com unidades em Osasco e Barueri, Adalberto era conhecido por seu perfil empreendedor. Casado com Fernanda Dândalo, o casal frequentemente compartilhava momentos de alegria nas redes sociais, incluindo viagens internacionais para cidades como Paris e Roma.

Além dos negócios, Adalberto era apaixonado por motos, hobby que praticava junto à esposa. Uma das últimas postagens do casal os mostrava como “motoqueiros selvagens”, celebrando a liberdade e o companheirismo sobre duas rodas.


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