Mais dois homens suspeitos de envolvimento na morte do casal milionário foram presos em São Carlos; eles teriam sido contratados pelos advogados das vítimas para executar o crime

William Oliveira Publicado em 17/07/2025, às 12h43
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na madrugada de quinta-feira (17), dois suspeitos de envolvimento no assassinato dos empresários José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61. O crime, que chocou a cidade de São Pedro, no interior paulista, ocorreu em abril deste ano e mobilizou investigações intensas.
As prisões foram efetuadas após a análise de celulares pertencentes aos advogados Hércules Praça Barroso, de 44 anos, e sua esposa, Fernanda Morales Teixeira Barroso, de 47, já detidos desde 17 de junho em São Carlos, durante a Operação Jogo Duplo. O casal teria fraudado documentos para aplicar um golpe estimado em mais de R$ 12 milhões contra as vítimas.
De acordo com a polícia, os dois advogados seriam os mandantes do assassinato. Na primeira fase da operação, também foram presos Carlos César Lopes de Oliveira, o “Cesão”, ex-motorista do casal, e Edinaldo José Vieira, conhecido como “Índio”, acusados de integrar o plano criminoso. Eles foram localizados em Praia Grande.
Com autorização judicial, os investigadores acessaram dispositivos eletrônicos dos suspeitos, o que confirmou o envolvimento dos advogados como mandantes e levou à identificação de mais envolvidos. A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba deflagrou, então, uma segunda fase da operação, prendendo J.S.L., de 60 anos, acusado de executar os homicídios e ocultar os corpos. Outro suspeito, C.J.A., de 39 anos, também foi detido, embora seu papel na trama ainda não tenha sido revelado.
O casal foi encontrado morto dentro da caminhonete da família, estacionada em uma chácara em São Pedro. Testemunhas relataram ter visto um dos suspeitos com as vítimas horas antes do crime. À noite, o veículo foi levado ao local onde os corpos foram descobertos.
José Eduardo era empresário do setor agropecuário e membro da tradicional família Ometto Pavan, reconhecida por sua atuação na indústria sucroalcooleira através da Usina São Martinho. Rosana era proprietária de uma escola infantil na região.
As investigações apontaram que os advogados falsificavam documentos relacionados a processos judiciais, cobrando valores inexistentes sob pretextos legais. Além do golpe milionário, eles teriam se apropriado de imóveis das vítimas. A OAB de São Carlos declarou estar acompanhando o caso
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