Levantamento do Procon-SP aponta economia com genéricos e reforça a importância de pesquisar antes da compra

Letícia Sales Publicado em 16/07/2026, às 09h07
Quem costuma comprar medicamentos em São Paulo pode encontrar diferenças expressivas de preços entre estabelecimentos. Um levantamento realizado pelo Procon-SP identificou que o mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais dependendo da farmácia e da região da capital paulista.
A pesquisa analisou dez redes de farmácias e constatou que as maiores oscilações de preços foram registradas em lojas localizadas na Zona Sul. Entre os exemplos está a tadalafila genérica, utilizada para problemas de circulação, encontrada por R$ 3,87 em um estabelecimento da região. Em outra farmácia, na Zona Norte, o mesmo medicamento chegou a R$ 98.
A diferença também foi observada em outros produtos. A loratadina, indicada para o tratamento de alergias, foi vendida por R$ 1,98 em uma loja e por R$ 22,36 em outra. Já a nimesulida apresentou uma variação de preço de até 11 vezes entre os estabelecimentos pesquisados.
Segundo o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho, optar pelos medicamentos genéricos pode representar uma economia significativa. "Além disso, nós detectamos que o preço do genérico é, em média, 60% mais barato que o do medicamento de referência. Essa é uma informação muito importante, porque indica uma economia para o consumidor."
A pesquisa também mostrou que comprar medicamentos pela internet pode ser uma alternativa para reduzir os gastos. Em média, os genéricos comercializados em plataformas online custam 20,58% menos do que nas lojas físicas, enquanto os medicamentos de referência apresentam redução média de 8,13%.
Apesar disso, a recomendação continua sendo comparar os preços antes da compra. O estudo encontrou o citrato de sildenafila sendo vendido por R$ 0,89 em um site e por R$ 11,90 em outro. Diante desse cenário, Luiz Orsatti Filho reforça a orientação aos consumidores. "Ou seja, vale, e vale muito a pena, o consumidor pesquisar antes de fazer a sua compra."
O levantamento ainda aponta que os preços dos medicamentos aumentaram acima da inflação entre 2025 e 2026. Os genéricos registraram alta de 12,74%, enquanto os medicamentos de referência subiram 8,43%. No mesmo período, o índice geral de reajuste foi de 4,99%.
O Procon-SP destacou que nenhuma das farmácias pesquisadas praticava valores acima do teto autorizado pelo governo federal. Ainda assim, como o mercado segue as regras da livre concorrência, cada estabelecimento tem liberdade para definir seus preços, desde que respeite o limite estabelecido pela legislação.
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