Secretário de Estado Marco Rubio afirma que Brasília não conduziu negociações de forma satisfatória. Nova sobretaxa entra em vigor em 22 de julho e atinge diversos setores da economia, enquanto alguns produtos ficam isentos.

Redação Publicado em 16/07/2026, às 10h14
Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre a maioria dos produtos importados do Brasil, a partir de 22 de julho, após uma investigação que concluiu que o governo brasileiro não negociou de boa-fé.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as políticas econômicas do presidente Lula são prejudiciais e que o Brasil priorizou interesses políticos em detrimento de um acordo comercial.
O governo brasileiro considera adotar medidas de reciprocidade e está avaliando os impactos da nova taxação, que afetará setores como agronegócio e indústria, intensificando as tensões comerciais entre os dois países.
O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos importados do Brasil e endureceu o discurso contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelas autoridades norte-americanas e passa a valer a partir de 22 de julho.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo brasileiro não negociou com Washington de "boa-fé" durante as tratativas para evitar a imposição das tarifas.
Segundo Rubio, a decisão do presidente norte-americano Donald Trump foi motivada pela condução das negociações por parte do governo brasileiro. O secretário também declarou que as políticas econômicas adotadas por Lula seriam prejudiciais tanto para os Estados Unidos quanto para o próprio Brasil, acrescentando que o presidente brasileiro teria priorizado interesses políticos em vez de buscar um acordo comercial.
A sobretaxa de 25% incidirá sobre uma ampla lista de produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Entre os itens que serão afetados estão etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, açúcar, papel e diversos produtos químicos.
Apesar da medida ampla, o documento oficial divulgado pelo governo norte-americano estabelece exceções para alguns segmentos considerados estratégicos. Permanecem isentos da nova tarifa produtos como café, carne bovina, laranja, açaí, mel orgânico e minerais classificados como terras-raras.
No Brasil, integrantes do governo federal reagiram à decisão e defenderam a possibilidade de adoção de medidas de reciprocidade comercial previstas na legislação brasileira. A equipe econômica também avalia os impactos da nova taxação sobre as exportações e os setores mais dependentes do mercado norte-americano.
A medida representa um novo capítulo nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e deve influenciar diretamente setores do agronegócio, da indústria e das exportações brasileiras nas próximas semanas.
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