Dívidas de condomínio no litoral de SP levam imóveis do Rei do Futebol a garantias legais

Gabriela Nogueira Publicado em 02/11/2025, às 12h00
A Justiça de Santos, no litoral paulista, decidiu penhorar os direitos de dois apartamentos pertencentes ao espólio de Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, em decorrência de dívidas referentes a cotas condominiais. Os imóveis, que estão sob responsabilidade da família, acumulam cerca de R$ 9 mil em pendências.
Localizados no 'Residencial Dondinho', nome em homenagem ao pai de Pelé, os apartamentos estão situados na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Embaré. A decisão judicial foi tomada devido à falta de pagamento das taxas condominiais entre os meses de abril e junho de 2024.
A penhora recai sobre os direitos dos imóveis, visto que o inventário ainda não foi finalizado e, portanto, os bens não foram oficialmente transferidos para os herdeiros. No entanto, não há risco iminente de perda dos apartamentos. O primeiro imóvel foi penhorado em maio deste ano e o segundo em outubro.
Edson Cholbi do Nascimento, conhecido como Edinho e filho do ícone do futebol mundial, foi designado pelo juiz como representante do espólio e depositário dos bens. Sua função implica a responsabilidade pela conservação dos imóveis durante o andamento do processo legal.
Além das pendências atuais, o condomínio já havia buscado amparo judicial anteriormente para cobrar R$ 13,8 mil em taxas atrasadas desde a morte de Pelé, em dezembro de 2022, até abril de 2023. Em março desse ano, Márcia Aoki, viúva do ex-jogador, renunciou à posição de inventariante em favor de Edinho.
A herança deixada por Pelé é estimada em cerca de US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões), um montante considerável que reflete sua importância histórica no esporte.
Pelé faleceu no dia 29 de dezembro de 2022, após um mês internado no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo. O astro do futebol lutava contra um câncer de cólon e faleceu devido a complicações relacionadas à falência múltipla dos órgãos.
O corpo do Rei do Futebol foi trasladado para a Vila Belmiro na madrugada do dia 2 de janeiro, onde foi velado por 24 horas. O cortejo fúnebre percorreu as ruas da cidade em um carro aberto sob a escolta da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O caixão passou inclusive pela residência da mãe do jogador, Dona Celeste, que completou 100 anos na data que coincidia com o início da Copa do Mundo.
O sepultamento ocorreu no Memorial Necrópole Ecumênica em Santos (SP), contando com a presença de aproximadamente 120 pessoas entre familiares e amigos.
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