Referência da dramaturgia brasileira, artista enfrentava sérios problemas de saúde

Redação Publicado em 21/03/2026, às 10h00
O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, tratando um quadro de pneumonia associado a problemas cardíacos. A informação foi confirmada por familiares.
O velório ocorre ainda neste sábado, das 15h às 21h, no Funeral Home, na Bela Vista, região central da capital paulista. A cerimônia será aberta ao público, permitindo que fãs, amigos e colegas de profissão prestem as últimas homenagens ao artista, que marcou gerações com sua atuação nos palcos e nas telas.
Nascido em 16 de março de 1935, na cidade de São Roque, interior de São Paulo, José Juca de Oliveira Santos iniciou sua trajetória artística no teatro, ainda na década de 1950. Ao longo de mais de seis décadas de carreira teve participação em dezenas de peças, novelas, minisséries e filmes, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira.
Na televisão, integrou o elenco de produções marcantes ao longo dos anos, incluindo novelas das décadas de 1960 na extinta TV Tupi, como “Nino, O Italianinho”, em que interpretou o protagonista, além de “O Cara Suja” e “Paixão Proibida”. Também atuou em sucessos como “Saramandaia” (1976), “Fera Ferida” (1993) e “Avenida Brasil” (2012).
Um de seus papéis mais lembrados pelo grande público foi o do médico geneticista Doutor Albieri, na novela “O Clone”, de Glória Perez. Na trama, seu personagem conduzia experimentos científicos envolvendo clonagem humana, papel que se tornou um marco em sua carreira.
Juca de Oliveira também teve passagens por emissoras como a TV Bandeirantes e o SBT, participando de produções como “A Idade da Loba” e “Os Ossos do Barão”. Seu trabalho mais recente na televisão foi na novela “O Outro Lado do Paraíso”, exibida em 2018.
Além da atuação, destacou-se como autor teatral, contribuindo significativamente para o desenvolvimento das artes cênicas no país. Sua morte encerra uma trajetória marcada por versatilidade, talento e dedicação à cultura brasileira.
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