Diário de São Paulo
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Disputa judicial milionária

Justiça bloqueia contas de Sidney Oliveira e Ultrafarma em ação por dívida

Empresário oferece imóvel de R$ 1,4 milhão como garantia para evitar liberação imediata dos valores penhorados

Aguarda-se análise do recurso de Sidney Oliveira e Ultrafarma após bloqueio de R$ 864,3 mil em contas da empresa - Imagem: Divulgação
Aguarda-se análise do recurso de Sidney Oliveira e Ultrafarma após bloqueio de R$ 864,3 mil em contas da empresa - Imagem: Divulgação

Letícia Sales Publicado em 30/01/2026, às 14h37


Uma disputa judicial envolvendo o empresário Sidney Oliveira e a rede de farmácias Ultrafarma resultou no bloqueio de R$ 864,3 mil em contas ligadas ao grupo. A medida foi determinada no âmbito de uma ação que cobra uma dívida iniciada em 2020 e que voltou a tramitar após a Justiça identificar indícios de manobra societária para ocultação de patrimônio.

O processo teve origem em uma ação movida por um fundo de investimento contra o empresário Edson Rodrigo de Oliveira Sanches, no valor de R$ 390 mil. Com o passar dos anos, os direitos creditórios foram adquiridos pelo empresário Anthony Wang, que passou a atuar como credor da dívida.

Diante do não pagamento e da ausência de bens no nome do devedor original, a ação chegou a ser arquivada, mas foi reaberta após novo pedido judicial. Na retomada do processo, a Justiça reconheceu a existência de uma estrutura considerada irregular, envolvendo Sanches, Sidney Oliveira e a Ultrafarma, apontando que o primeiro atuaria como “sócio oculto” da empresa.

Com a decisão, Sidney Oliveira e a rede de farmácias passaram a responder diretamente à cobrança. Em outubro do ano passado, o juiz Luiz Raphael Valdez determinou o bloqueio inicial de R$ 858,6 mil. Posteriormente, a pedido do credor, o valor foi ampliado para R$ 864,3 mil, montante que corresponde ao limite atualizado da dívida.

Para evitar que os recursos bloqueados sejam liberados antes do julgamento definitivo do recurso apresentado, a defesa ofereceu um imóvel localizado em São Paulo como caução. Avaliado em aproximadamente R$ 1,4 milhão, o bem foi apresentado como garantia para que os valores permaneçam sob custódia judicial até a decisão final.

O recurso apresentado por Sidney Oliveira e pela Ultrafarma ainda aguarda análise da Justiça. Procurada, a empresa não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.


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