Quatro municípios enfrentam incêndios, enquanto a Defesa Civil alerta para risco extremo

Sabrina Oliveira Publicado em 19/09/2024, às 11h44
O interior do estado de São Paulo vive um cenário alarmante com o registro de quatro focos ativos de incêndio nesta quinta-feira, atingindo os municípios de Bananal, Cajuru, Mococa e Santo Antônio de Posse. De acordo com a Defesa Civil, a situação é ainda mais preocupante, pois 48 cidades permanecem em alerta máximo para queimadas, intensificando os esforços de combate e prevenção em várias regiões. Para conter os incêndios, quatro aeronaves, sendo uma de asa fixa e três de asa rotativa, estão sendo utilizadas no combate às chamas, em uma operação que envolve diversas equipes de emergência.
Esses focos ativos surgem poucos dias após o estado ter zerado o registro de novos incêndios, o que durou apenas 24 horas. A volta das queimadas vem sendo monitorada de perto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indicou um aumento significativo no número de focos desde o início de setembro. Até a última terça-feira, já foram registrados 1.789 focos de incêndio no estado de São Paulo, um número quase cinco vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o total de focos ativos chegou a 375.
O aumento expressivo nas queimadas levou à mobilização de uma grande operação de combate aos incêndios no estado. No último sábado, 20 aeronaves foram utilizadas simultaneamente para tentar conter as chamas, marcando uma operação aérea de grande escala. Desde então, helicópteros e aviões têm sido usados de forma contínua, somando mais de 2 mil horas de voo na tentativa de controlar o fogo. Foram despejados mais de 760 mil litros de água nas áreas atingidas, com o objetivo de conter a propagação das queimadas.
Com a proximidade do verão e o agravamento da estiagem, a tendência é que o número de focos continue a aumentar, exigindo um monitoramento contínuo e a adoção de estratégias preventivas. O Mapa de Risco de Incêndio, utilizado pela Defesa Civil, indica que grande parte do território paulista está em grau máximo de risco para novas queimadas. As áreas mais críticas são justamente aquelas localizadas no interior, onde a vegetação seca e os ventos fortes contribuem para a propagação rápida do fogo.
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