O evento, promovido pela FFLCH, visa unir acadêmicos e a comunidade em um manifesto contra a violência e a intolerância na universidade

William Oliveira Publicado em 21/09/2025, às 11h32
A Universidade de São Paulo (USP) agendou um ato em defesa da democracia para o dia 2 de outubro, em resposta a incidentes recentes envolvendo grupos conservadores que provocaram desordem na instituição. O evento, promovido pela direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ocorrerá no vão do prédio de História e Geografia, a partir das 17h.
O diretor da FFLCH, Adrián Pablo Fanjul, confirmou a realização do ato e destacou a intenção de envolver diversos setores acadêmicos, políticos e sociais.
“Vamos chamar todo mundo que queira defender a democracia na universidade”, afirmou Fanjul em entrevista ao portal Metrópoles.
A decisão de promover o ato ocorreu após um episódio violento que deixou um aluno e um professor feridos. Membros de um grupo conservador invadiram a FFLCH com o objetivo de filmar e remover cartazes do movimento estudantil, destruindo materiais e entrando em confrontos físicos com estudantes.
Durante a ação, os invasores afirmaram: “Aqui não é para fumar maconha, não. Universidade é para estudar, não é lugar para vagabundo”, enquanto alegavam que os cartazes representavam propaganda comunista. Um dos ativistas também citou denúncias sobre outros cartazes, considerando a atividade ilegal segundo as normas da USP.
A professora Elizabeth Harkot, especialista em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês, relatou que um ex-professor foi agredido e que vários estudantes ficaram feridos. Este episódio marcou a sexta ação semelhante do grupo na FFLCH desde maio.
A administração da faculdade tem tomado medidas para conter essas invasões, contando com o apoio da Procuradoria Geral.
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