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AUXÍLIO

Governo de SP anuncia auxílio-moradia para vítimas de incêndio em Santos

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou um pacote de auxílio moradia e ajuda humanitária para as famílias atingidas pelo incêndio ocorrido na noite da última sexta-feira (1º), em Santos

Incêndio atingiu comunidade na Zona Noroeste de Santos - Imagem: Reprodução / Abner Reis
Incêndio atingiu comunidade na Zona Noroeste de Santos - Imagem: Reprodução / Abner Reis

William Oliveira Publicado em 02/08/2025, às 15h00


O governo do estado de São Paulo anunciou um conjunto de medidas para apoiar as vítimas de um incêndio de grandes proporções que destruiu cerca de cem moradias no bairro Rádio Clube, em Santos, na última sexta-feira (1º). O incêndio, que atingiu a favela Comunidade São Sebastião, resultou na morte de uma mulher que tentava escapar das chamas.

No mesmo dia, o governador Tarcísio de Freitas classificou como “inadmissível” que pessoas ainda vivam em palafitas no estado e descreveu as cenas como “tristes”. Mais de cinquenta bombeiros participaram das operações de rescaldo.

Como resposta à tragédia e à crise habitacional agravada pelo incêndio, o governo estadual anunciou a construção de 416 novas unidades habitacionais para abrigar as famílias afetadas. Do total, 216 serão no Residencial Iguape, em Santos, e outras 200 no Residencial Vicentinos II, em São Vicente.

Os imóveis estão sendo financiados por meio da Carta de Crédito Associativa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e ainda se encontram em fase de construção. Famílias desalojadas também terão acesso a apartamentos localizados em condomínios voltados a moradores de áreas de risco.

Enquanto as novas moradias não ficam prontas, será concedido, em parceria com a prefeitura de Santos, um auxílio-moradia de R$ 1 mil mensais para cobrir despesas com aluguel.

Além disso, cada família atingida receberá mais R$ 1 mil para a compra de itens essenciais como móveis, eletrodomésticos, roupas de cama e utensílios domésticos. A Defesa Civil estadual também enviou cestas básicas, kits de higiene e roupas aos afetados pelo desastre.

Chamas avassaladoras

O incêndio teve início por volta das 7h40 e se espalhou rapidamente pela comunidade Caminho São Sebastião, localizada na Zona Noroeste de Santos, onde está o Dique da Vila Gilda — a maior favela sobre palafitas do Brasil. A estrutura precária das moradias e a dificuldade de acesso à região facilitaram a propagação das chamas.

A operação de combate ao fogo mobilizou 46 bombeiros e 15 viaturas, com reforço de equipes de Cubatão e São Vicente. Segundo o capitão Thiago Pinheiro Duarte, houve boa disponibilidade de água durante o combate, graças ao apoio da Sabesp. Moradores também ajudaram no controle do incêndio.

A tragédia teve um desfecho doloroso: uma idosa de cerca de 60 anos morreu após retornar à própria casa para tentar recuperar seus pertences, mesmo com o fogo já em curso.

Com medo de perder tudo, muitos moradores correram pelas chamas em busca de documentos e móveis. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 3.500 famílias vivem na região, onde incêndios são frequentes devido à vulnerabilidade das palafitas, construídas sobre estacas de madeira.

A prefeitura de Santos iniciou o cadastramento das famílias atingidas no CRAS Rádio Clube e avalia a utilização de escolas como abrigos emergenciais. O Fundo Social de Solidariedade recebe doações na Avenida Conselheiro Nébias, 388, enquanto a Defesa Civil Estadual distribui cestas básicas e kits de higiene na Rua Brigadeiro Faria Lima.

Como parte das soluções permanentes, a prefeitura mantém o projeto Parque Palafitas, que prevê a construção de 60 unidades habitacionais sustentáveis, unindo recuperação ambiental e melhoria da qualidade de vida dos moradores.


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