Religioso liderava uma das maiores redes evangélicas do Brasil; sua trajetória foi marcada por polêmicas e transformações

por Marina Milani
Publicado em 17/11/2024, às 19h33
Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, mais conhecido como apóstolo Rina, morreu neste domingo (17) em um acidente de moto na Rodovia dos Bandeirantes, interior de São Paulo. O líder religioso de 52 anos retornava à capital paulista quando perdeu o controle do veículo. A notícia foi confirmada pela assessoria da Igreja Bola de Neve, que publicou uma nota de pesar destacando o impacto de sua liderança.
"Com profunda dor, informamos o falecimento do Apóstolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve, que tanto abençoou vidas ao redor do mundo. Seu legado permanece, apesar da tristeza que nos toma neste momento”, diz o comunicado.
Fundada em 1999, a Bola de Neve nasceu de uma visão inovadora de Rina: atrair jovens através de um formato de culto descontraído, marcado por música contemporânea, uma estética alternativa e mensagens que se conectavam com o público urbano. O projeto cresceu exponencialmente, ultrapassando as fronteiras nacionais e alcançando 560 unidades em 34 países.
Com seu estilo peculiar, que misturava religião e cultura jovem, Rina tornou-se uma figura central no cenário evangélico brasileiro. Para muitos, ele representava uma nova era na pregação do evangelho, rompendo com tradições e criando um espaço acolhedor para os que buscavam renovação espiritual.
Apesar do sucesso, o nome de Rina não esteve imune a polêmicas. Em junho deste ano, ele foi afastado da liderança da Bola de Neve após denúncias de violência doméstica feitas por sua esposa, a pastora e cantora gospel Denise Seixas.
Denise relatou à Justiça episódios de agressão física, psicológica e ameaças ao longo do relacionamento, o que resultou em uma medida protetiva contra o religioso. A repercussão gerou um abalo significativo na imagem pública de Rina e levou a igreja a criar um canal de ouvidoria para investigar possíveis falhas éticas dentro da instituição.
Ainda assim, para muitos fiéis, o afastamento foi visto como um período de reflexão e busca por reconciliação. Rina, por sua vez, sempre negou as acusações e demonstrou confiança no esclarecimento das questões legais.
A morte inesperada de Rina deixa um vazio não apenas para sua família, mas também para a comunidade evangélica que ele ajudou a construir. O futuro da Bola de Neve, agora sob gestão do Conselho Deliberativo, será um teste de resistência para o modelo inovador que ele idealizou.
As informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas, mas o impacto de sua trajetória — tanto as conquistas quanto os desafios — certamente continuará sendo debatido por muito tempo.
Leia também

Após traição de Chico, Casimiro fala sobre o amigo em live

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Enfermeira é morta a tiros pelo ex-namorado na Zona Sul de SP

Em vídeo, Felipe Ret é flagrado fazendo sexo enquanto dirigia; veja

Frio, fome, doenças: a vida de moradores em situação de rua em SP na pandemia

Enfermeira é morta a tiros pelo ex-namorado na Zona Sul de SP

Governo mira a própria militância e ignora os interesses estratégicos do Brasil

VÍDEO: Homem tenta estuprar nutricionista dentro de apartamento na Grande São Paulo

Pagamento do Bolsa Família em junho já tem data marcada; veja calendário

Alcolumbre reage a pressão por CPMI do Banco Master: "Palanque eleitoral"