Na ação, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 48 mandados de busca e apreensão em 17 municípios do estado

William Oliveira Publicado em 16/12/2024, às 10h53
Uma operação coordenada por uma força-tarefa, que reúne as polícias Federal, Civil e Militar, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, foi iniciada nesta segunda-feira (16) no estado de São Paulo. O objetivo é desarticular uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes.
Na ação, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 48 mandados de busca e apreensão em 17 municípios do estado. A operação faz parte da segunda fase da chamada "Operação Carcará", que foi motivada por um ataque a um carro-forte na Rodovia Cândido Portinari (SP-334) em setembro deste ano. Um violento confronto ocorrido dois dias depois resultou na morte do policial militar Márcio Ribeiro e de três criminosos na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), nas proximidades de Altinópolis.
A força-tarefa aponta que os indivíduos alvos desta operação têm ligações diretas ou indiretas com a organização criminosa em questão. Além das prisões e buscas, foram determinados o bloqueio, sequestro e apreensão de bens, abrangendo ativos financeiros, propriedades, veículos e outros itens valiosos.
As operações estão ocorrendo em várias cidades, incluindo:
Até o momento, apenas dois suspeitos estavam detidos. Um deles, identificado como Roberto Marques Trovão Lafaeff, foi preso no dia 10 de setembro após tentar assaltar um veículo da empresa de valores Protege e buscar atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Valinhos. Outro suspeito foi detido em 24 de outubro durante a primeira fase da operação "Carcará", que ocorreu em Paraisópolis e Praia Grande. Em um episódio relacionado, um criminoso foi morto após troca de tiros com a polícia.
A operação "Carcará" recebe este nome em homenagem ao sargento da PM Márcio Ribeiro, que era carinhosamente chamado assim pelos colegas.
A tentativa de assalto ao carro-forte ocorreu na noite de 9 de setembro e chamou a atenção das autoridades pela violência e armamento dos criminosos. Composto por pelo menos 16 indivíduos armados com explosivos e fuzis capazes de danificar vidros blindados, o grupo tentou realizar o roubo sem sucesso. A empresa não divulgou o valor transportado pelo veículo; no entanto, os bandidos não conseguiram levar nada devido à combustão do dinheiro durante a tentativa de abertura do cofre.
A perseguição aos suspeitos envolveu várias rodovias na região e culminou em um confronto que deixou cinco pessoas feridas, incluindo três funcionários da Protege, um policial do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e um trabalhador que passava pelo local. No dia 11 de setembro, uma nova troca de tiros resultou na morte do policial militar Márcio Ribeiro e de três criminosos na Rodovia Joaquim Ferreira.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que havia indícios ligando os suspeitos ao ataque ao carro-forte. Durante a operação policial, foram apreendidos quatro fuzis, coletes balísticos e munição. Um dos fugitivos mortos estava vestido com roupas camufladas e utilizava colete à prova de balas e capacete.
No final do mês passado, Lenilson da Silva Pereira, um caminhoneiro baleado durante os confrontos, faleceu após passar 20 dias internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE).
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