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Polícia

Empresário envolvido em morte de motoboy na capital paulista é solto com restrições

Medidas restritivas foram impostas, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e suspensão da CNH, em vez de prisão preventiva

A juíza Isabel Begalli Rodriguez justificou a soltura por falta de provas concretas sobre ameaças feitas pelo empresário com seu veículo - Imagem: Reprodução
A juíza Isabel Begalli Rodriguez justificou a soltura por falta de provas concretas sobre ameaças feitas pelo empresário com seu veículo - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 01/06/2025, às 08h58


A Justiça de São Paulo decidiu libertar Igor Ferreira Sauceda, empresário envolvido no atropelamento que causou a morte do motoboy Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21 anos. O incidente aconteceu após uma briga de trânsito que virou perseguição na zona sul da capital paulista. Segundo informações iniciais, o motoboy teria danificado o retrovisor do carro de luxo de Sauceda, o que teria levado o empresário a seguir a vítima. 

Decisão judicial e medidas restritivas 

A juíza Isabel Begalli Rodriguez, da 3ª Vara do Júri, optou pela soltura do réu. A magistrada justificou que não havia provas concretas que mostrassem que Igor Ferreira Sauceda agiu de forma ameaçadora com seu veículo, como primeiramente alegado no processo. 

No lugar da prisão preventiva, foram impostas medidas cautelares, consideradas mais adequadas para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações. Entre as restrições, estão a obrigação de comparecer à Justiça todo mês, a suspensão da Carteira de Habilitação (CNH), a proibição de sair da cidade por oito dias e o uso de tornozeleira eletrônica. O inquérito que investigava as supostas ameaças feitas por Sauceda com seu carro foi arquivado por falta de provas que sustentassem as acusações. 

Até o momento, a defesa de Igor Ferreira Sauceda não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial. O caso continua a gerar bastante discussão na sociedade, levantando questões importantes sobre a eficácia da Justiça em acidentes de trânsito. A liberação do empresário, mesmo com as restrições, tem provocado debates sobre a adequação das punições e a segurança nas ruas. 


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