Randal Rossoni recebe pena de 14 anos por assassinato motivado por conflito sobre desligamento de luz

Gabriela Nogueira Publicado em 12/12/2025, às 16h56
A Justiça de São Paulo condenou o empresário e educador físico Randal Rossoni, de 44 anos, pela morte de Odail Maximiliano, funcionário terceirizado da Enel assassinado após uma discussão relacionada ao corte de energia de uma academia na zona leste da capital. A sentença, anunciada na quinta-feira, determinou pena de 14 anos de prisão em regime fechado.
De acordo com o processo, o caso teve início em 13 de março de 2024, quando Odail e um colega foram enviados à academia de Rossoni, em Ermelino Matarazzo, para realizar o desligamento da energia em razão de contas atrasadas. O proprietário reagiu com irritação ao procedimento, discutiu com os trabalhadores e chegou a tentar agredi-los. Os dois conseguiram sair do local e seguiram para outro atendimento na região.
Segundo a investigação, Rossoni não se deu por satisfeito. Ele teria seguido os técnicos até um posto de gasolina na Avenida São Miguel, onde encontrou novamente a equipe. Na abordagem, sacou uma arma e atirou contra Odail, que ainda recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
O Conselho de Sentença acolheu a argumentação do Ministério Público, que destacou o caráter fútil do conflito e o uso de um recurso que prejudicou a defesa da vítima. A decisão reforçou que o ataque foi inesperado e ocorreu quando Odail já havia deixado o local do desentendimento.
O crime ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os riscos enfrentados por prestadores de serviço que executam atividades consideradas delicadas, como cortes de energia e notificações comerciais. Especialistas apontam que a escalada de conflitos nesses cenários costuma estar ligada à falta de diálogo e à dificuldade de lidar com situações financeiras adversas.
Até o momento, a defesa de Randal Rossoni não se manifestou sobre a condenação.
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