Um funcionário de empresa parceira da Enel foi preso na Vila Mariana por cobrar R$ 2.500 via PIX para religar energia durante apagão na região

William Oliveira Publicado em 12/12/2025, às 07h44 - Atualizado às 12h00
Na última quinta-feira (11), um colaborador de uma empresa que atua em parceria com a Enel, a Alpitel, foi detido pelo subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minatogawa. O funcionário admitiu ter solicitado a quantia de R$ 2.500 para realizar o religamento de energia em um endereço localizado na região.
Durante a abordagem na rua Estado de Israel, na Vila Mariana, o subprefeito Minatogawa recebeu uma denúncia de um comerciante local e decidiu averiguar a situação. “Recebemos a denúncia de um comerciante, fomos apurar e o funcionário confirmou tudo, e gravamos. Eu aguardei a Civil e dei voz de prisão no ato”, declarou o subprefeito.
Confira:
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Em um diálogo registrado entre o subprefeito e o funcionário identificado como Alex, o colaborador afirmou: “Eu tava trabalhando lá e não sei o que tá falado. Meu trampo era aqui e ele [comerciante] colocou que era minha obrigação fazer lá. Mas tava desligado a energia. Tava desligado e meu trampo era aqui. Peguei e falei: ‘Meu, ó’, eu passaria por tanto [valor em dinheiro]. Ele falou: ‘Não, pode fazer’. Aí eu fui lá e fiz. Aí ele me falou: ‘Ó, esse serviço aqui era obrigação do senhor fazer’”.
O subprefeito questionou: “Mas quanto você deveria receber?”. Alex respondeu: “Tinha falado pra ele ali no conector, era 2,5 [mil]”.
Minatogawa ainda obteve um print que mostra o funcionário orientando o comerciante a realizar um depósito via PIX como pagamento pelo serviço ilegal.
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo confirmou a prisão em flagrante do homem por corrupção passiva. O caso foi registrado no 16º Distrito Policial.
A Vila Mariana enfrenta interrupções no fornecimento de energia desde a última quarta-feira (10), devido à queda de árvores e danos na rede elétrica provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade. Moradores e empresários relataram estar sem luz há mais de 24 horas.
Em nota enviada à reportagem, a Enel afirmou que os atendimentos emergenciais — incluindo reparos na rede necessários para restabelecer o fornecimento de energia — não geram qualquer cobrança individual ao cliente.
"A companhia reforça que qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica da distribuidora, para restabelecimento de energia, é proibido e está fora das regras de conduta da empresa", afirmou a companhia.
A companhia ainda reforçou que tomará todas as medidas cabíveis para prevenir qualquer tipo de conduta mal-intencionada, seja por funcionários próprios ou terceirizados.
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