Diário de São Paulo
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Banco cobra mais de R$ 27 mil da família de motorista morto em acidente com Porsche em SP

Viúva e filhos relatam pressão por parte da instituição financeira; caso segue na Justiça

Sem seguro, viúva de Ornaldo enfrenta dificuldades financeiras e cobrança constante do banco por dívida de carro. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Sem seguro, viúva de Ornaldo enfrenta dificuldades financeiras e cobrança constante do banco por dívida de carro. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

por Marina Milani

Publicado em 16/08/2025, às 11h32


A família do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, morto em 2024 após seu carro ser atingido por um Porsche Carrera azul a 136 km/h dirigido por Fernando Sastre Filho, está sendo cobrada judicialmente por uma dívida de mais de R$ 27 mil. O Banco Santander, por meio da financiadora Aymoré, tem feito ligações e enviado mensagens à viúva e aos filhos de Ornaldo para exigir o pagamento das parcelas restantes do financiamento de um Renault Sandero branco.

O acidente, registrado por câmeras de segurança na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo, viralizou na internet devido à violência da colisão. O impacto destruiu o Sandero 2018, avaliado em R$ 44 mil em 2021, quando Ornaldo adquiriu o veículo pagando entrada de pouco mais de R$ 6 mil e 18 das 48 parcelas de aproximadamente R$ 1.200 cada.

Sem seguro, família enfrenta cobrança

O Sandero não tinha seguro na negociação, o que impossibilitou o banco de reaver o veículo para quitar a dívida. Com o carro completamente avariado, a venda do automóvel não seria suficiente para cobrir o valor total. Por isso, o Santander optou por acionar judicialmente Francilene Morais de Caldas, viúva de Ornaldo, para saldar o débito.

A família afirma não ter condições financeiras de quitar o valor e se queixa das constantes tentativas de contato da instituição. Uma alternativa seria incluir o banco como credor em um eventual inventário do espólio de Ornaldo, ou vender o Sandero avariado a terceiros, ainda que isso provavelmente não cubra a dívida integral.

Decisão ficará a cargo da Justiça

Até o momento, não há uma resolução sobre como a dívida será tratada. A situação segue sob análise judicial, e a definição sobre o pagamento ou forma de quitação caberá à Justiça.


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