O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta segunda-feira (7) o estabelecimento de novas sanções internacionais contra a Rússia pela invasão da

Redação Publicado em 07/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 14h53
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta segunda-feira (7) o estabelecimento de novas sanções internacionais contra a Rússia pela invasão da Ucrânia. Ele propôs um boicote às exportações russas de petróleo e de outros produtos e uma paralisação das exportações para a Rússia.

As sanções ocidentais impostas por causa do ataque militar russo já isolaram o país a um grau nunca antes experimentado por uma grande economia.
Zelensky disse que a pressão econômica precisa ser aumentada. “Se a invasão continuar e a Rússia não abandonar seus planos contra a Ucrânia, então um novo pacote de sanções é necessário em nome da paz”, disse ele em vídeo, sugerindo o boicote ao petróleo e outros produtos russos
“O boicote importa para a Rússia; se eles não aderirem a regras civilizadas não devem receber bens e serviços da civilização – deixe a guerra alimentá-los”, afirmou.
A Rússia exige que a Ucrânia pare com suas atividades militares, altere sua Constituição para consagrar a neutralidade, reconheça a Crimeia como território russo e as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Peskov afirmou à Reuters que a Rússia havia dito à Ucrânia que estava pronta para interromper sua ação militar “em um momento”, se Kiev aceitasse suas condições.
Foi a declaração russa mais explícita até agora dos termos que quer impor à Ucrânia para parar o que chama de “operação militar especial” na Ucrânia, agora em seu 12º dia.
Segundo Peskov, a Ucrânia estava ciente das condições. “E foi-lhe dito que tudo isso pode ser interrompido em um momento.”
Sobre a questão da neutralidade, afirmou: “Eles deveriam fazer emendas à Constituição, segundo as quais a Ucrânia rejeitaria qualquer objetivo de entrar em qualquer bloco. Isso só é possível fazendo alterações na Constituição”.
O porta-voz do Kremlin insistiu que a Rússia não estava procurando fazer mais reivindicações territoriais sobre a Ucrânia.
“Estamos realmente terminando a desmilitarização da Ucrânia. Vamos concluí-la. Mas o principal é que a Ucrânia cesse sua ação militar. Eles devem parar a ação militar e então ninguém vai atirar”, acrescentou.
“Eles deveriam fazer emendas à Constituição, pelas quais a Ucrânia rejeitaria qualquer objetivo de entrar em qualquer bloco. Também falamos sobre como eles deveriam reconhecer que a Crimeia é território russo e que Donetsk e Lugansk são Estados independentes. E é isso. Isso vai parar em um momento”, disse Peskov à Reuters.
O detalhamento das exigências ocorre no momento em que delegações da Rússia e da Ucrânia se reúnem, nesta segunda-feira, para a terceira rodada de conversações destinadas a acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, invasão iniciada em 24 de fevereiro que causou a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e provocou indignação em todo o mundo.
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Agencia Brasil
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