O anúncio foi realizado na tarde desta quarta-feira (7)

Thais Bueno Publicado em 07/12/2022, às 15h23
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi escolhido nesta quarta-feira (7) a 'Pessoa do Ano' pela Revista Time. O prêmio é entregue todos os anos desde 1927 aponta as pessoas mais influentes do ano em diferentes categorias, além da principal, na qual Zelensky foi eleito.
Quando divulgou o resultado, o veículo disse que o líder ucraniano "inspirou os cidadãos de seu país" e foi elogiado em todo o mundo por ter tido a coragem de bater de frente e "resistir à invasão devastadora da Rússia".
"Ao se recursar a deixar a capital da Ucrânia, Kiev, no início da guerra, quando a cidade foi alvejada por uma série de bombardeios da Rússia, Zelensky, um ex-comediante, reuniu seus compatriotas em transmissões da capital e viajou por sua nação devastada pela guerra", disse a publicação.
Na última segunda-feira (5), o presidente ucraniano também já tinha sido escolhido como a 'Pessoa do Ano' pelo periódico Financial Times. Vale lembrar que Zelensky esteve no comando do país durante todo o conflito armado com a Rússia, que se estende há nove meses.
Para o Financial Times, Zelensky já garantiu seu lugar na história pela "extraordinária mostra de liderança e coragem".
A publicação do veículo relembrou alguns momentos de força do comandante da Ucrânia, como a resposta aos ataques russos em Kiev e as contra-ofensivas nas províncias de Kharkiv e Kherson. "Ele retomou metade do território que as tropas de Moscou haviam tomado este ano", destacou.
"[Volodymyr Zelenskyy] é também a antítese do presidente russo, Vladimir Putin, escondido no Kremlin, cuja obsessão em reconstruir um império custou dezenas, possivelmente centenas de milhares de vidas".
Além da categoria principal, a Revista Time ainda elege outras seis personalidades em diferentes setores, como esportes, ciência e artes.
Na categoria "heroínas do ano", quem saiu vitoriosa foram as manifestantes iranianas, que estão nas ruas do país protestando, há três meses, contra as rígidas medidas de controle imposta às mulheres do Irã, em um movimento que começou com o assasinato da jovem Mahsa Amini, de apenas 22 anos de idade, por policiais.
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