Reunião ocorre sob pressão internacional por uma solução diplomática capaz de destravar um acordo de paz que preserve a soberania ucraniana

Lívia Gennari Publicado em 17/08/2025, às 16h05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá nesta segunda-feira (18), na Casa Branca, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acompanhado de uma ampla comitiva de líderes europeus de alto escalão.
A reunião marca uma nova etapa dos esforços internacionais para encerrar a guerra que persiste há três anos e meio com a invasão russa ao território ucraniano. O encontro ocorre três dias após o encontro bilateral entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que terminou sem a definição de um cessar-fogo.
Zelensky estará acompanhado do presidente da França, Emmanuel Macron; além do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o chanceler alemão, Friedrich Merz; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o secretário-geral da Otan, Mark Rutte; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.
A presença conjunta, anunciada neste domingo (17), indica o esforço do grupo para pressionar os Estados Unidos a aderir a um plano de paz que preserve a integridade territorial e a soberania ucraniana.
Trump muda postura e defende paz imediata
O apoio de Trump a um acordo de paz imediato revela uma mudança em relação a sua postura anterior. Na última sexta-feira (16), após reunião com Putin, o presidente dos Estados Unidos havia minimizado a relevância de um cessar-fogo e sugerido que Kiev aceitasse concessões territoriais para encerrar o conflito, proposta considerada inaceitável pelos aliados europeus.
Entretanto, neste fim de semana, Trump afirmou em rede social que “a melhor maneira de acabar com a terrível guerra entre Rússia e Ucrânia é ir diretamente para um acordo de paz” e cobrou participação mais ativa dos líderes europeus. Zelensky, por sua vez, confirmou o encontro em Washington e afirmou que “as sanções devem ser reforçadas se não houver uma reunião trilateral ou se a Rússia tentar evitar um fim honesto para a guerra”.
Durante a reunião na Casa Branca, os líderes devem discutir caminhos para destravar as negociações com Moscou. Enquanto Trump indica que pode pressionar Kiev a atender parte das exigências territoriais de Putin, europeus advertem sobre o perigo de recompensar a ofensiva russa.
O resultado do encontro poderá redefinir o rumo diplomático do conflito e indicar se os Estados Unidos manterão o alinhamento com seus aliados históricos ou adotarão um caminho próprio na busca por uma solução.
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