CEO da SpaceX disponibilizou seu nome e investiu valores exorbitantes na campanha do republicano, como um de seus mais fervorosos apoiadores

William Oliveira Publicado em 07/11/2024, às 08h50
O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos pode representar um ganho significativo para Elon Musk, um de seus mais fervorosos apoiadores. Na noite das eleições, Musk esteve presente no resort de luxo de Trump, na Flórida, ao lado de outros simpatizantes do ex-presidente, acompanhando a contagem dos votos.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal brasileiro, esteve no local e compartilhou imagens e vídeos nas redes sociais, destacando o ambiente de expectativa. Musk, por sua vez, utilizou sua plataforma social, X (Twitter), para expressar seu apoio, afirmando que os eleitores norte-americanos teriam dado a Trump um mandato claro para a mudança.
"O povo da América deu a @realDonaldTrump um mandato cristalino para a mudança esta noite", escreveu o magnata em sua rede social.
Durante seu discurso de vitória no Palm Beach Convention Center, Trump dedicou tempo para elogiar Musk e mencionou o sucesso do lançamento de um foguete da SpaceX, empresa de propriedade do bilionário. Este apoio se consolidou ainda mais após uma tentativa de atentado contra Trump em Butler, Pensilvânia, em julho, quando Musk rapidamente se posicionou a favor do republicano.
Musk não apenas demonstrou apoio verbal; ele também contribuiu financeiramente para a campanha de reeleição de Trump. O empresário destinou mais de 119 milhões de dólares (aproximadamente 620,6 milhões de reais) a um Super PAC pró-Trump e encorajou a participação eleitoral nos estados decisivos com doações diárias significativas aos eleitores. Apesar das contestações legais sobre essas doações, uma decisão judicial confirmou sua validade.
Com a possibilidade de Trump reassumir a Casa Branca, Musk vislumbra benefícios tangíveis. O presidente eleito manifestou intenção de incluir Musk em seu governo para promover eficiência no uso dos recursos públicos, potencialmente criando o "Departamento de Eficiência Governamental", apelidado por Musk com referência à popular criptomoeda DOGE.
A SpaceX, uma das empresas de Musk, já é um player dominante no lançamento de satélites governamentais. A presidência de Trump poderia intensificar esses laços comerciais com o governo. Além disso, a Tesla poderia se beneficiar de uma administração focada na redução da carga regulatória e tributária sobre corporações e indivíduos ricos.
Entretanto, nem tudo são facilidades. Nos últimos meses, a Tesla enfrentou investigações por parte das autoridades reguladoras dos EUA sobre seus sistemas autônomos e questões trabalhistas relacionadas ao movimento sindical entre seus trabalhadores. Tanto Musk quanto Trump foram criticados por práticas consideradas anti-sindicais.
No contexto brasileiro, Musk se envolveu em tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF) após desafiar ordens judiciais relativas à suspensão de contas em redes sociais associadas aos protestos antidemocráticos em Brasília no início de 2023. Inicialmente desafiador, Musk posteriormente acatou as determinações judiciais brasileiras e cessou suas provocações ao ministro Alexandre de Moraes.
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