Harvard reafirma sua independência e direitos constitucionais, mesmo sob pressão da administração Trump

Gabriela Thier Publicado em 16/04/2025, às 17h11
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou novas críticas contra a renomada Universidade de Harvard, chamando-a de uma "piada" e argumentando que a instituição não merece receber mais recursos federais. Essa declaração ocorreu na quarta-feira, dia 16, como parte de um ataque mais amplo às universidades de elite do país.
Em resposta à recusa da universidade em atender às exigências do governo, Trump anunciou a suspensão de US$2,2 bilhões (equivalente a R$12,9 bilhões) em fundos federais, além de ameaçar retirar benefícios fiscais que a instituição desfruta. O presidente também solicitou um pedido formal de desculpas da parte da universidade.
"Harvard já não pode se considerar um ambiente adequado para aprendizado e não deveria figurar entre as melhores universidades do mundo", publicou Trump em sua rede social, Truth Social.
Além disso, o mandatário republicano acusou Harvard e outras instituições de ensino superior de fomentarem o antissemitismo em seus campi. Ele impôs uma série de condições para a manutenção do financiamento federal, incluindo uma "auditoria" das opiniões expressas por alunos e professores.
Diferentemente da Universidade de Columbia, localizada em Nova York, que atendeu às demandas governamentais, Harvard optou por não seguir as instruções estabelecidas pela administração Trump.
Em uma comunicação direcionada a estudantes e membros do corpo docente, o reitor Alan Garber reafirmou na segunda-feira que Harvard "não abrirá mão da sua independência nem dos direitos garantidos pela Constituição dos Estados Unidos".
A universidade tem sido um ponto focal de manifestações estudantis contra o conflito entre Israel e Gaza e continua sob escrutínio da Casa Branca desde que Trump reassumiu a presidência em janeiro.
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