Relatos indicam que bombardeios israelenses em Gaza causaram destruição em bairros e resultaram em mortes, incluindo crianças

William Oliveira Publicado em 13/08/2025, às 10h14
As hostilidades em Gaza intensificaram-se nesta quarta-feira (13), com bombardeios das Forças Armadas de Israel que resultaram na morte de 123 pessoas em 24 horas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde local.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou uma proposta controversa, também apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Netanyahu sugeriu que a população palestina poderia ter a opção de deixar Gaza. "Eles não estão sendo expulsos, terão permissão para sair", afirmou em entrevista ao canal israelense i24NEWS. Ele acrescentou: "Aqueles que se preocupam com os palestinos e desejam ajudar devem abrir suas portas e parar de nos dar sermões".
A ideia de deslocar a população gerou indignação entre líderes árabes e diversas figuras internacionais, que veem a medida como uma repetição da "Nakba" – evento histórico marcado pela migração forçada de centenas de milhares de palestinos durante a guerra de 1948.
A retomada da Cidade de Gaza por Israel, inicialmente capturada nos primeiros dias do conflito, pode ocorrer em questão de semanas, segundo estimativas oficiais. Apesar disso, a possibilidade de um cessar-fogo permanece, embora as negociações tenham enfrentado obstáculos significativos e o conflito continue sem resolução.
Relatos locais indicam que aviões e tanques israelenses bombardearam intensamente o leste da Cidade de Gaza, destruindo diversas residências nos bairros de Zeitoun e Shejaia. O hospital Al-Ahli informou que um ataque aéreo contra uma casa em Zeitoun deixou 12 mortos.
No sul de Gaza, em Khan Younis, os tanques provocaram danos a várias residências, enquanto no centro da cidade, disparos israelenses causaram a morte de nove pessoas que buscavam ajuda em dois incidentes distintos, segundo médicos palestinos. Até o momento, o Exército israelense não se manifestou sobre os eventos.
Além disso, nas últimas 24 horas, mais oito pessoas, incluindo três crianças, faleceram devido à fome e à desnutrição em Gaza. Desde o início do conflito, o total de mortes por esses fatores chegou a 235, sendo 106 crianças. A administração israelense questiona os dados de desnutrição e fome apresentados pelo Ministério da Saúde do enclave sob controle do Hamas.
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