Decisão judicial afeta 170 milhões de usuários

Gabriela Thier Publicado em 19/01/2025, às 15h45
No último sábado (18), a plataforma de vídeos TikTokinterrompeu suas atividades nos Estados Unidos, em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal que sustentou uma legislação aprovada pelo Congresso. Esta lei exige que o aplicativo se desvincule da empresa-mãe, ByteDance, oriunda da China, ou enfrente o encerramento definitivo de suas operações no país.
A interrupção afetou aproximadamente 170 milhões de usuários americanos, que receberam mensagens informando que "desculpe, a TikTok não está disponível neste momento". A plataforma atribuiu a suspensão às novas exigências legais impostas pelo Congresso dos Estados Unidos.
Contrariamente à alegação da plataforma, representantes da administração do presidente Joe Biden afirmaram que a decisão de encerrar as operações foi tomada pela própria TikTok, independentemente de coerção legal.
Após a decisão judicial, a Casa Branca comunicou que a atual administração não planeja implementar a referida lei, transferindo essa responsabilidade para o próximo governo, liderado pelo presidente eleito Donald Trump, que tomará posse na segunda-feira (20).
O TikTok vem lutando contra essa legislação desde sua aprovação em março deste ano, que foi justificada sob o pretexto de segurança nacional. A recusa do Supremo Tribunal em suspender a aplicação da lei consolidou o futuro incerto da rede social nos Estados Unidos.
Em declarações recentes, o novo conselheiro de segurança nacional escolhido por Donald Trump afirmou que o próximo governo implementará medidas para garantir que o TikTok continue acessível aos usuários americanos.
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