Nesta sexta-feira (27), o governo brasileiro se manifestou ciente da investigação e reafirmou seu compromisso em demonstrar que a carne bovina do Brasil contribui de maneira complementar à produção local da potência

William Oliveira Publicado em 27/12/2024, às 11h39
O governo brasileiro, sob a administração do presidente Lula, manifestou nesta sexta-feira (27) seu conhecimento sobre a abertura de uma investigação pelo Ministério do Comércio da China. O objetivo deste processo é avaliar se o aumento das importações de carne bovina está impactando negativamente a indústria local chinesa.
Em um comunicado conjunto assinado pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Relações Exteriores, o governo ressaltou sua intenção de demonstrar que as exportações de carne bovina do Brasil não causam prejuízos para o setor chinês.
A investigação, iniciada hoje, abrange todos os países que exportam carne bovina para a China e analisará dados referentes ao período entre 2019 e o primeiro semestre de 2024. A expectativa é que o processo dure cerca de oito meses.
Até o momento, não há previsão para a adoção de medidas preliminares; portanto, a tarifa de 12% “ad valorem” aplicada pela China sobre as importações de carne bovina continuará em vigor.
A China se consolidou como o principal destino das exportações brasileiras desse produto, tornando-se o maior parceiro comercial do Brasil no setor de proteínas animais nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2024, as exportações brasileiras de carne bovina para a China superaram 1 milhão de toneladas, representando um aumento de 12,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O governo brasileiro afirmou que, nos próximos meses, trabalhará em conjunto com o setor exportador para demonstrar que a carne bovina brasileira serve como um fator complementar à produção local na China.
"Estamos comprometidos em defender os interesses do agronegócio nacional, enquanto respeitamos as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial", enfatizou a nota oficial.
Além disso, as autoridades brasileiras reiteraram sua disposição para manter um diálogo construtivo que busque soluções benéficas para ambas as partes envolvidas.
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